quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Cervo-do-pantanal

Desmatamento e extinção de espécies

Fonte do artigo: Anglo e Mato Grosso Online
http://www.recantodasletras.com.br/artigos/1633175

Desmatar leva à destruição dos ecossistemas e à extinção das espécies que neles vivem. A Ciência identificou até hoje cerca de 1,4 milhões de espécies biológicas. Desconfia-se que devam existir mais de 30 milhões, ainda por identificar, a maior parte delas em regiões como as florestas tropicais úmidas. Calcula-se que desaparecem 100 espécies, a cada dia, por causa do desmatamento!

O crescimento das populações humanas aumenta terrivelmente a gravidade dos problemas que a Terra já enfrenta. Eis alguns deles:




Cervo-do-pantanal: Animal dócil e grandalhão, torna-se um alvo fácil para os caçadores em busca de sua galhada, usada como decoração.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Isso é que é energia limpa


O rastro das obras de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia.
Foto: © Greenpeace/Marizilda Cruppe/EVE

Não faz muito tempo, foi publicada no blog do GreenPeace uma galeria de fotos do canteiro de obras das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia. As imagens, feitas num sobrevoo, eram impactantes: uma área interminável de árvores derrubadas lembrava um imenso dominó com as peças caídas. Naquela época, os sistemas de monitoramento indicavam que o desmatamento ali aumentara em quase 1000%. Tudo por conta das hidrelétricas.

Alguns meses e derrubadas mais tarde, esta semana a presidente Dilma Rousseff editou uma Medida Provisória dando continuidade à política de devastação. Numa canetada, três parques nacionais – Mapinguari, Campos Amazônicos e Parque Nacional da Amazônia – tiveram seus limites reduzidos. Tudo por conta das hidrelétricas, que vão alagar essas áreas e terão seus canteiros de obras esparramados à vontade.

Além dos impactos já sentidos, outros ainda estão por vir: o texto publicado no Diário Oficial ainda autoriza a exploração mineral no entorno das unidades. E, segundo reportagem do Estado de S. Paulo, os limites de duas outras áreas protegidas também devem passar pela tesoura oficial. Tudo por conta de outras hidrelétricas previstas para o complexo do Rio Tapajós. Isso é que é energia limpa.













Fotos: ©Marizilda Cruppe/EVE/Greenpeace

Onze ativistas e uma sentença

Justiça absolve ativistas que fizeram história ao invadir o jantar da rainha da Dinamarca durante a Conferência de Clima de 2009. Protesto pacífico pedia ação política contra mudança climática.




Ativistas são levados para a prisão após protesto no palácio. © Scanpix / Jens Norgaard Larsen

Terminou em absolvição o julgamento de 11 membros do Greenpeace acusados após protesto pacífico em Copenhague, durante a 15a Conferência de Clima da ONU (COP15), em 2009. Quatro ativistas chegaram a passar vinte dias atrás das grades pelo "crime" de chamar a atenção do mundo para a inércia política frente às mudanças climáticas.

O protesto aconteceu na noite do dia 17 de dezembro, em uma mirabolante invasão do Palácio de Christiansborg, onde a rainha Margarida 2ª recebia mais de cem chefes de Estado para o maior jantar oficial da história do país. Infiltrados no evento em um carro de placa 007, com um adesivo em que se lia “Delegação Planetária Greenpeace”, os ativistas atingiram o salão principal e, sob olhares da imprensa mundial, abriram um cartaz que dizia: “Líderes agem, políticos falam”.

Conheça os bastidores do protesto aqui.

Sob acusação de crime contra a rainha, Juan A. Lopez de Uralde, da Espanha, Nora Christiansen , da Noruega, Christian Schmutz, da Suíça, e Joris Thijssen, da Holanda, conhecidos como os “quatro do tapete vermelho”, chegaram a passar o Natal de 2009 presos. Junto a eles, os outros colegas envolvidos na preparação do prostesto aguardaram quase dois anos pelo julgamento, que terminou nesta segunda-feira, 22 de agosto. A sentença estabeleceu o pagamento de uma multa, mas absolveu os manifestantes das acusações de invasão e falsificação de documentos. Neste caso, o tribunal entendeu que tudo não passou de um protesto pacífico.

“As acusações que enfrentamos foram desproporcionais ao caráter pacífico de nossa manifestação, realizada em um momento histórico, de extrema importância política”, disse Nora Christiansen. “Este tipo de ameaça pode impedir outros que queiram realizar protestos pacíficos, um elemento essencial à democracia”, lembrou Nora, e acrescentou: “Com a proximidade da 17a Conferência de Clima, em Durban (África do Sul), nossa manifestação está mais atual do que nunca”.

Joris Thijssen fez um discurso ao juiz, falando do valor da insubordinação civil como forma de cobrar atitudes políticas daqueles que nos representam.

Leia, abaixo, trecho de sua fala:

“Em 2009, a Dinamarca recebeu uma importante conferência para o combate às mudanças climáticas. O Primeiro-Ministro dinamarquês disse, à época, que “o mundo está olhando para esta conferência como um marco para a segurança da humanidade”, o que indicava a gravidade e a urgência da situação.

Apesar de serem as palavras de um chefe de estado, foram apenas palavras. Nós tínhamos que agir. Acredito que há espaço na lei para atitudes como a nossa. Como cidadãos preocupados, vimos nossos políticos falharem em serem líderes. Vimos como o maior problema de todos os tempos não iria ser resolvido. Precisamos usar o espaço que a democracia nos concede para exigir mais de nossos representantes.

A este respeito, certa vez disse Gandhi: “Desobediência civil vira um direito sagrado quando o Estado torna-se corrupto demais”. Podemos discutir a definição de ‘corrupto’, mas sinto que quando nossos governantes não agem pelos interesses da humanidade, existe uma razão para levantarmos nossa voz”.



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Mais de 1500 pessoas no ato em Belém


Karen Hoffmann

“Governo Dilma, mas que vergonha, constrói Belo Monte e destrói a Amazônia!” eram algumas das palavras de ordem que soavam nas ruas da cidade

Por Samira Rodrigues/Otávio Rodrigues - Ponto de Pauta

Manifestantes contrários à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, na Volta Grande do Rio Xingu, sudoeste paraense, saíram às ruas de Belém ontem (20/08), em protesto contra a decisão do governo brasileiro. A cidade amanheceu com cartazes alusivos à campanha “Pare Belo Monte!”, promovida pelo Comitê Metropolitano Xingu Vivo Para Sempre, em diversos pontos das principais avenidas.

O ato teve início por volta das 9 da manhã, na Praça da República, e seguiu até a pedra do peixe no Ver-o-Peso, considerada a maior feira livre da América Latina, às margens da Baía do Guajará.
Muitos manifestantes saíram com os rostos pintados e vestidos com indumentárias indígenas para lembrar a resistência dos povos da região. “Não, não, não. Belo Monte não!”, “Governo Dilma, mas que vergonha, constrói Belo Monte e destrói a Amazônia!” eram algumas das palavras de ordem que soavam nas ruas da cidade, cantadas por mais de 1500 pessoas aproximadamente, enquanto caminhavam e angariavam apoio entre populares da capital paraense.
Os manifestantes estendiam as palmas das mãos para frente e repetiam a frase “Pare Belo Monte!”, gesto que foi sendo copiado e virou o símbolo do ato realizado em Belém.
Às margens da Baia do Guajará, os manifestantes simularam um grande abraço. “Este é um abraço que estamos dando no Rio Xingu e nos rios da Amazônia. É um abraço pela vida e um compromisso incondicional com a luta dos povos da floresta” bradava a voz que saía de um carro som.


O governo vai ter que ouvir
A manifestação de Belém aconteceu em sintonia com outras realizadas pelo Brasil e por vários continentes. Para o economista Dion Monteiro e membro do Comitê Metropolitano Xingu Vivo Para Sempre, este ato foi uma demonstração pública de indignação e repúdio em escala mundial contra esta mega ação destruidora, planejada pelo governo da presidenta Dilma Rousseff (PT), “No mundo todo, as pessoas e as organizações estão unidas contra este projeto de destruição e morte que é Belo Monte. O governo vai ter que ouvir a população da Amazônia e a população do mundo todo dizendo Pare Belo Monte!”.
Para o arquiteto e professor Edmilson Rodrigues, deputado estadual do Pará, Belo Monte é um ameaça para a conservação da sociobiodiversidade da Amazônia, “É bonito ver a humanidade, é bonito ver os lutadores do povo no mundo inteiro, em todos os países, dizendo não a Belo Monte, dizendo não aos grandes projetos que alavancam as riquezas nas mãos de poucos e, ao mesmo tempo, produzem desgraça, assassinatos, prostituição infantil, enfim, ampliam as profundas desigualdades sociais. O Brasil e o mundo dizem não a Belo Monte. O povo paraense diz: Pare Belo Monte!”.
Marcos Mota do Fórum da Amazônia Oriental avalia que as ações de protesto que ocorrem pelo mundo ajudam a esvaziar o discurso falacioso do governo, “De fato, a usina causará um impacto social e ambiental sem precedente na região e entre habitantes locais.”
Para o estudante Anderson Castro, liderança do movimento estudantil, “Este ato tem uma importância fundamental, pela primeira vez a gente consegue unir forças a nível internacional para lutar contra a construção de barragens na Amazônia e nós fazemos um convite para a juventude indignada que venha para somar nesta luta”. A opinião também é compartilhada pelo estudante William Pessoa: “Belo Monte é um grande crime socioambiental que quer destruir a vida do Xingu; vamos às ruas barrar Belo Monte e evitar que se construa uma usina de destruição e morte”.
Para Neide Solimões, funcionária pública e dirigente sindical, “O Rio Xingu é um patrimônio da humanidade, daqueles que precisam e vivem do rio. E todos sabem que, politicamente, o que está por traz desta decisão governamental são compromissos com as grandes empreiteiras e grupos econômicos”, afirma.
A Bacia do Rio Xingu é uma referência pela sua diversidade biológica e cultural. Caso seja construída, a vida das etnias indígenas será duramente afetada no seu modo de vida. Trata-se, na verdade, de um crime contra o meio ambiente e à soberania do país. Por isso, a luta para barrar este projeto assume cada vez mais importância. É decisivo para o futuro da Amazônia e do Brasil.



BELO MONTE: Um exemplo de ineficiência energética
Dirigentes do movimento contra a barragem são unânimes em afirmar que até os peixes do Xingu sabem que este projeto é um exemplo de ineficiência energética, financiada com recursos do erário público que só ajudam a reforçar o esquema de corrupção dos que se locupletam no poder. Daí o motivo do governo ignorar o apelo das populações locais, das comunidades científicas e de promover sistematicamente violações da legislação, da Constituição Brasileira e de tratados internacionais.
Enquanto o governo se fecha ao diálogo, órgãos de inteligência monitoram a movimentação dos ativistas na região e em outros centros de resistência.


Solidariedade sem fronteira
Ato de Belém foi convocado no rastro de outras mobilizações ocorridas em vários estados brasileiros. A nível internacional, protestos estão confirmados na Alemanha, Austrália, Canadá, Estados Unidos, França, Portugal, México, Inglaterra, Holanda, Escócia, Taiwan, Turquia e País de Gales. A maioria das manifestações ocorrerá em frente à Embaixada Brasileira desses países.

O retorno da motosserra


Fechado o período de monitoramento 2010/2011, os alertas indicam que o Brasil pegou a contramão: o desmatamento esse ano voltou a subir.



Nesta quarta-feira, o Inpe divulgou que o desmatamento da Amazônia no mês de julho, medido pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) foi de 224,94 quilômetros quadrados. Esse número eleva para 2.654 km2 o total do desmatamento apurado pelo Deter nos últimos 12 meses. Isso representa um aumento de 15% em relação aos 12 meses anteriores.

Embora o Deter seja um sistema de alerta e não de medição precisa do desmatamento (o INPE usa outro sistema para isso, o Prodes), já é possível afirmar sem sombra de dúvida que a taxa anual de desmatamento da Amazônia voltou a crescer, depois de alguns anos de celebrada queda.

Essa taxa é apurada pelo Prodes, com base no estudo de imagens de satélite muito mais precisas do que as utilizadas pelo Deter (e por isso, de análise mais demorada), e obtidas entre agosto de um ano e julho do ano seguinte. Ela é, em geral, divulgada no final do ano como estimativa e, completada a análise, confirmada no ano seguinte como número oficial.

Para o Greenpeace, que também monitora o desmatamento na Amazônia usando imagens de satélite, sobrevoos e investigações em campo, não há mais dúvida: a taxa oficial do desmatamento anual deverá ultrapassar bastante os 6.451 km2 do ano passado. “Comparando as variações anuais entre Deter e Prodes nos últimos anos com os dados do SAD, sistema da ONG Imazon, dá para estimar que a taxa anual será por volta de 7.500 quilômetros”, diz Paulo Adario, diretor da campanha Amazônia do Greenpeace.




Quem está no campo, não tem dúvida: o motor para a devastação inesperada esse ano veio do Congresso. “Com o projeto que derruba o Código Florestal aprovado na Câmara, os ruralistas passaram o recado de que desmatar vale a pena, que o crime será recompensado e que a destruição será incentivada”, diz Paulo Adario. “O resultado disso, como a gente pode ver, foi imediato no campo. Isso é um desastre para a Amazônia, para a imagem do governo brasileiro e da presidente Dilma, que se comprometeu a reduzir o desmatamento da Amazônia.”

O texto dos ruralistas está no Senado para ser votado, o que deve acontecer nos próximos meses. Para evitar que o desastre se agrave, o governo terá de fazer o que não fez na Câmara: impedir que os ruralistas consigam aprovar um código florestal que provoca desmatamento. Para isso, será preciso separar o que são demandas justas da agricultura familiar – e atendê-las – ganhando tempo para uma análise profunda, à luz da ciência, do projeto ruralista aprovado pela Câmara.

A virada nos números acontece às vésperas da Rio+20, o mais importante evento climático da ONU que será sediado aqui mesmo, em terras brasileiras. Após se comprometer mundialmente com a redução de nossas emissões de gases estufa, a presidente Dilma terá que explicar como, em seu primeiro ano de gestão, o fantasma do desmatamento voltou. E com ele, toneladas a mais desses gases na atmosfera.


Leilões de energia do governo consolidam eólicas como fontes baratas

Leilões de energia do governo consolidam eólicas como fontes baratas, mas o sistema, que coloca as renováveis em competição entre si, desfavorece outras fontes limpas.

Terminados os dois dias de leilões de energias do governo, o páreo foi duro para as renováveis, que pelo sistema são obrigadas a competir entre si pelo menor preço. Eólica saiu vitoriosa, com 78 usinas vendidas nos dois dias, seguida de biomassa, com 11. As pequenas centrais hidrelétricas (PCH’s), opções ambientalmente menos agressivas do que as grandes usinas hidrelétricas, foram grandes derrotadas: ficaram no zero a zero. O resultado comprova que falta uma política adequada para incentivar as renováveis no país.

Os leilões são o momento onde é vendida a energia que o brasileiro irá consumir nos anos seguintes. Neste, entraram na disputa, além das fontes renováveis, térmicas a gás e ampliação da hidrelétrica de Jirau, em Rondônia. A eólica seguiu em sua progressão de competitividade. Caiu de R$ 133 por MegaWatt-hora, valor negociado em 2010, para R$101,65 MWh, fechando em um valor menor do que o da energia elétrica gerada por termelétricas movidas a gás natural. Biomassa teve o maior salto de competitividade, com projetos comercializados abaixo de R$100/MWh.

“Se as usinas a gás tivessem sido ofertadas separadamente, haveria mais espaço para biomassa e pequenas centrais hidrelétricas”, avalia Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energia do Greenpeace. “Estas fontes renováveis ainda dependem de incentivos para se tornarem completamente competitivas. Por isso defendemos um projeto de lei para as renováveis, o PL 630/03, que estabelece diretrizes para incentivar energias renováveis. Entre elas, leilões separados para as fontes”, concluiu Baitelo.

O segundo dia do leilão foi dedicado à energia chamada de reserva, que entra em cena somente quando há necessidade. Neste, o preço médio da energia ficou em R$99,61 por MWh, com 41 empreendimentos contratados. O do dia anterior, chamado A-3, terminou com preço médio de R$102,7 por MWh. “Os resultados dos últimos anos têm sido positivos para eólica. Teremos o equivalente à meia usina hidrelétrica de Itaipu de energia dos ventos daqui a 3 anos”, calcula Baitelo.
No total, os leilões garantiram a venda de 3.962,6 MW de energia para o Brasil, que estarão disponíveis até 2014, dos quais 48,7% provenientes dos ventos, 26% de termelétricas a gás natural, 11,5% de térmicas a biomassa e 11,4% da hidrelétrica de Jirau.
O PL 630/03 está paralisado desde o final de 2009 na Câmara Federal. Mais conhecido como Lei de Renováveis, ele é considerado a semente de uma revolução energética capaz de garantir o futuro de nosso país. A lei aloca subsídios para fontes de geração limpa e assegura a elas prioridade na ligação com a rede de distribuição de energia nacional.

Também amplia a quantidade de energia limpa comercializada no país e abre o caminho para a geração descentralizada, prevendo, inclusive, que brasileiros individualmente possam gerar energia em suas próprias casas e jogar o excedente na rede elétrica.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Carta Escrita no Ano de 2070 - Narrada

O futuro do nosso planeta depende das nossas ações de hoje...


Fora petróleo



Zona de maior biodiversidade do Atlântico Sul, Abrolhos corre o risco de virar um grande poço de petróleo. A região foi loteada em 2003 pela ANP (Agência Nacional de Petróleo) e agora dez empresas nacionais e estrangeiras estão prontas para começar a exploração dos 13 blocos atualmente sob concessão do governo.

É por isso que o Greenpeace Brasil começou uma campanha em que pede uma moratória na exploração de gás e petróleo nos arredores do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos.

Com uma área aproximada de 93.000 km², a moratória estabelece uma zona de segurança ao redor do parque nacional. Dentro desta área, estará banida apenas a exploração de gás e petróleo, evitando que um desastre ambiental contamine ecossistemas sensíveis, responsáveis pela reposição dos estoques pesqueiros e reprodução de inúmeras espécies ameaças de extinção.

A moratória, entretanto, depende de um acordo entre o governo e as empresas com blocos de exploração nesta região. São elas Petrobrás, Vipetro, Perenco, OGX, HRT, Shell, Vale, Cowan, Sonangol e Repsol.

O Greenpeace contatou estas empresas por meio de cartas, expondo a importância e necessidade da moratória. Até a sexta-feira passada, dia limite para as respostas, nenhuma empresa havia se posicionado com relação à proposta.

A campanha lançou uma petição online, em que está recolhendo assinaturas da população a favor da moratória. Esta petição será levada às empresas e autoridades, e pode ser acessada pelo endereço: www.greenpeace.org.br/abrolhos.

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