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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Carvão suja leilão

Ativistas foram às ruas de Florianópolis para alertar a população sobre os problemas ambientais e de saúde provocados pelo uso de carvão em termelétricas. Durante protesto, os ativistas fingiram estar doentes. (©Greenpeace/Rodrigo Petterson)



A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou ontem os editais das licitações para os dois leilões de energia marcados para agosto. No dia 23, o leilão de energia de reserva será voltado para parques eólicos uma vez que a necessidade de linhas de transmissão para escoar a atual produção brasileira é urgente. Tanto é que consumidores tiveram que remunerar usinas eólicas construídas dentro do prazo, mas que não entregaram a energia ao mercado justamente por atrasos nas obras de transmissão.

Já o leilão do dia 29 será misto para hidrelétricas, termelétricas a carvão, gás e biomassa. As térmicas movidas a carvão não podiam participar dos leilões desde 2009 e preocupam o setor das energias renováveis uma vez que o governo dá cada vez mais sinais de que vai deslocar a matriz brasileira das renováveis para as fontes sujas.

Sérgio Abranches, analista político, afirmou hoje em comentário para a Rádio CBN que “as termelétricas a carvão além de representarem poluição e emissão de gases estufa, são caras”. O governo passou por um aperto no começo do ano já que com a seca dos reservatórios permaneceu muito tempo com as térmicas ligadas. Algumas das térmicas alcançaram o preço de R$800/MWh, valor que ao final pesou no bolso dos consumidores.

Ouça aqui o comentário de Sérgio Abranches. - http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/sergio-abranches/2013/07/24/ESTAMOS-NA-CONTRAMAO-DO-MUNDO.htm

“É importante termos uma parcela de termelétricas na matriz energética brasileira, mas não a carvão. Em um país que possui um potencial enorme de renováveis não precisamos de fontes sujas e poluentes, e se for para investir em térmelelétricas que sejam a gás natural que apresentam emissões até 70% menores do que o carvão”, afirmou Renata Nitta, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace.

Fonte: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Blog/carvo-suja-leilo/blog/46053/

quarta-feira, 3 de julho de 2013

De novo, quem perde é a floresta

O rastro das obras de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia. Foto: © Greenpeace/Marizilda Cruppe/EVE
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira o plano de expansão da capacidade da hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira, em Rondônia. O reservatório, que tem 350 km², ficará com 430 km² e será elevado em 0,8 metros.
“A princípio, essa diferença de menos de um metro de altura pode parecer pouco, mas devemos lembrar que estamos falando da bacia amazônica, a maior planície alagável do mundo, e esta ‘pequena’ diferença representa na prática um acréscimo de 22,85% no reservatório da usina”, afirma Kenzo Jucá, da Campanha Amazônia do Greenpeace.
O plano aprovado visa permitir a instalação de seis novas turbinas na hidrelétrica, elevando a potência instalada em cerca 420 MW. A ideia é tornar o empreendimento mais rentável para o consórcio, porém, isso terá o custo do alagamento de uma área adicional de 7153 hectares, sendo 6558 de floresta primária. A medida afetará ainda uma Unidade de Conservação no entorno do lago, que perderá mais 38 hectares.
No ano passado, o governo já reduziu, por meio da Medida Provisória 558, os limites de sete Unidades de Conservação para viabilizar a construção de hidrelétricas em seu entorno. Agora, pretende colocar ainda mais floresta embaixo d’água.
Também não é a primeira vez que há alterações no Complexo do Rio Madeira. Desde que venceram os leilões, os consórcios responsáveis pelos empreendimentos de Santo Antônio e Jirau tentam fazer mudanças para aumentar sua capacidade de geração de energia. Enquanto os dois grupos brigam para ver quem terá mais lucro, os impactos ambientais e sociais já detectados por causa da construção atual ainda não foram mitigados.
“Mais uma vez o governo federal muda as regras com o jogo em andamento, abrindo um precedente temerário para a construção de novas hidrelétricas na Bacia Amazônica. Quando as empresas participaram do leilão, elas já sabiam quais eram as condições do empreendimento. Quem sai perdendo, mais uma vez, é a natureza, que terá uma importante fatia de floresta primária destruída devido à busca das grandes empresas envolvidas no processo por margens ainda maiores de lucro”, completa Kenzo Jucá.

domingo, 12 de agosto de 2012

Combate às emissões no setor de transporte


Voluntária 'multa' motorista por andar de carro sem carona, durante evento do Dia Mundial sem Carro em Salvador (BA), em 2009 (©Greenpeace/Lunaé Parracho)

O Greenpeace participou nessa quinta-feira, dia 9 de uma consulta pública em Brasília sobre o Plano Setorial de Transporte e de Mobilidade Urbana para Mitigação da Mudança do Clima. O objetivo da consulta é reunir contribuições de representantes da sociedade civil para ajudar o governo federal a construir planos na área de transportes que atendam às metas de diminuição de emissão de gases de efeito estufa. Os planos setoriais fazem parte da criação de estratégias para mitigação e adaptação aos efeitos das mudanças climáticas no Brasil.
O Greenpeace levou uma proposta para o setor (leia o documento na íntegra). Além da sugestão de se investir em transporte público abrangente e de qualidade nas cidades brasileiras, o texto defende importância de articulação entre governos federal, estaduais e municipais para investimentos adequados na melhoria do transporte público e destacou a necessidade de se promover medidas de desincentivos ao uso do transporte individual.
O Brasil é hoje o quarto mercado em venda de carros no mundo, atrás apenas da China, Estados Unidos e Japão. Recentes medidas de isenção de impostos para a indústria automobilística apontam na direção contrária de uma política disposta a reduzir emissões. É preciso mudar esse jogo já. E isso passa, entre outras medidas, pelo incentivo a novas modalidades de transporte e pelo estabelecimento de meta de eficiência energética no setor.
Outra maneira de diminuir a emissão de gases de efeito estufa é o deslocamento do investimento massivo em energias fósseis para o desenvolvimento de biocombustíveis e outras fontes renováveis. Entretanto, o documento deixa claro que o aumento de uso de biocombustíveis como o etanol deve ser acompanhado por ações como o estabelecimento de padrão de eficiência energética para veículos e redução do uso de transporte individual. Isso porque a explosão da demanda de consumo de etanol poderia pressionar áreas de vegetação nativa.
O setor de transportes é o terceiro maior consumidor de energia do país, sendo que 75% desse consumo provêm de fontes derivadas do petróleo. O que contribui para que ele seja o segundo maior emissor de gases de efeito estufa. Reestruturar o setor é um passo importante, portanto, para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

sábado, 4 de agosto de 2012

Parceria amplia pesquisa sobre animais do Cerrado


Um mão-pelada (Procyon cancrivorus) no interior de área protegida, em Minas Gerais


A anta (Tapirus terrestris) é um dos maiores mamíferos do Cerrado e do Brasil


Jaguatirica (Leopardus pardalis) flagrada pelas câmeras digitais


Acordo reforça monitoramento de fauna no parque nacional Cavernas do Peruaçu e nos parques estaduais da Mata Seca e Veredas do Peruaçu. Pesquisas comprovam importância da vegetação em APPs para várias espécies.

por Aldem Bourscheit

Um acordo firmado entre o Programa Cerrado-Pantanal do WWF-Brasil e o Instituto Biotrópicos ampliará o monitoramento científico sobre mamíferos de médio e grande porte no parque nacional Cavernas do Peruaçu e nos parques estaduais da Mata Seca e Veredas do Peruaçu. As áreas protegidas estão no norte de Minas Gerais, no Mosaico de Unidades de Conservação Sertão Veredas-Peruaçu.

A parceria levou à compra de câmeras especiais que estão sendo instaladas em pontos estratégicos dos parques, gerenciados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais. Essas instituições também são parceiras das pesquisas.

A idéia é flagrar a movimentação de antas, catetos, jaguatiricas, tamanduás, quatis e outras espécies. Os equipamentos operam com sensores que fotografam e filmam um animal ao detectar sua presença, tanto de dia quanto à noite.

As informações que vem sendo levantadas ao longo dos anos pelo Biotrópicos mostram que 70% dos médios e grandes mamíferos do Cerrado circulam naquelas áreas protegidas. Os novos dados reforçarão esses números, serão usados em estimativas populacionais e para a sugestão de corredores ecológicos interligando florestas no Vale do rio Peruaçu.

No parque nacional Cavernas do Peruaçu, uma pesquisa de longo prazo observará os efeitos do turismo sobre os animais que lá vivem. A unidade de conservação está recebendo infraestrutura para visitação. Com isso, será possível avaliar a necessidade de se adequar número de visitantes e trilhas para que turistas e fauna convivam de forma equilibrada.

Importância das APPs - O Biotrópicos pesquisa o comportamento de mamíferos no norte de Minas há quase uma década e, conforme o biólogo Guilherme Braga Ferreira, esse trabalho vem comprovando a importância da vegetação nas margens de rios, córregos e veredas para a movimentação e alimentação dos animais, principalmente na seca.

“Na prática, isso reforça o que a legislação florestal brasileira pede, ou seja, a manutenção das matas no entorno de rios, córregos, lagos e veredas, nas chamadas áreas de preservação permanente (APPs). Ao mesmo tempo, preocupa a situação da margem esquerda do rio Peruaçu, hoje sem qualquer proteção”, comentou Ferreira.

O rio Peruaçu é um afluente do rio São Francisco no norte de Minas Gerais e maior curso d´água do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu. Mas ele está secando, pelo uso excessivo de suas águas e pelo assoreamento causado pela derrubada das florestas em suas margens.


Fonte: http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?32042

quinta-feira, 12 de julho de 2012

A rota da energia limpa


Ativistas em Hong Kong participaram da ação global na qual o Greenpeace foi até as lojas da Apple em oito países diferentes para pedir que a Apple limpe a iCloud © Clement Tang / Greenpeace

Greenpeace lança novo estudo sobre os datacenters da Apple indicando quais caminhos a gigante da computação deve seguir para limpar sua matriz energética e tornar-se 100% renovável

Desde que a campanha “Clean our Cloud” foi lançada pedindo para que empresas de Tecnologia da Informação (TI) abandonem o uso de energias sujas e passem a investir em uma matriz limpa e renovável, a Apple fez vários anúncios importantes sobre o tipo de energia que abastece seus datacenters e sua iCloud, a tecnologia de nuvem que armazena informações.

Para ajudar a gigante da computação alcançar o objetivo de abandonar a energia do carvão de uma vez por todas, o Greenpeace lançou o estudo “A rota da energia limpa para a Apple” (leia a íntegra do documento em inglês) indicando quais caminhos a empresa deve trilhar para limpar seus datacenters.

Como uma continuação do relatório “How clean is your cloud?”, publicado em abril, o novo estudo avalia detalhadamente os três datacenters da Apple – Newark e Maiden, na Carolina do Norte, e o de Prineville, em Oregon – em termos de transparência, eficiência energética e a escolha do local de instalação dos mesmos.

A promessa é de que até 2013 todos esses três datacenters sejam abastecidos apenas com energia limpa. A novidade é boa, o problema é que ainda não está claro como a Apple vai fazer para atingir a meta de tornar-se 100% renovável. Dois dos três datacenters estão instalados em regiões cuja matriz energética é majoritariamente alimentada por carvão e para que a empresa atinja seu objetivo vai precisar de maciços investimentos, afinal, mudanças na cadeia de fornecimento de energia não acontecem do dia para a noite.

“A rota da energia limpa para a Apple” pede mais transparência sobre a matriz energética e a pegada de carbono da empresa. Também sugere que a Apple desenvolva uma política de escolha de local de instalação de seus datacenters para que prefira áreas com energia limpa e que compre ou invista diretamente em energias renováveis.

A Apple é uma das maiores empresas de computação mundiais e como grande consumidora de energia, também pode pressionar as fornecedoras de eletricidade para que estas diminuam a quantidade de carvão em suas matrizes e ofereçam mais energia limpa.


Fonte: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/A-rota-da-energia-limpa/

sábado, 7 de julho de 2012

A (lenta) extinção das usinas nucleares belgas

Ativistas do Greenpeace se acorrentam em frente ao Parlamento Europeu para dizer que não existe solução para os resíduos nucleares. (©Philip Reynaers/Greenpeace)

O governo belga finalmente tomou uma decisão sobre o futuro de suas usinas nucleares: seis dos sete reatores serão fechados quando completarem 40 anos, como previsto pela lei de 2003. Apenas a usina Tihange 1 terá sua vida útil prolongada e será fechada aos 50 anos.

Parte das usinas foram construídas na década de 70 e, na época, eram previstas para funcionar durante 30 anos. Prolongar o funcionamento das usinas traz consequências não apenas para a Bélgica, mas também para os países vizinhos que temem que acidentes nucleares alcancem seus territórios.

A previsão é de que até 2025 as sete usinas deixem de funcionar e de que o país passe a privilegiar eficiência energética e fontes limpas e renováveis.

Veja aqui o relatório sobre como a Bélgica poderia ser mais eficiente energeticamente. (em inglês)
http://www.greenpeace.org/belgium/Global/belgium/report/2012/120217%20-%20Belgium%20electrical%20energy%20savings%20-%20DEFINITIVE.pdf


Fonte: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Blog/uma-lenta-extino-das-usinas-nucleares-belgas/blog/41263/

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Santuário no Atlântico Sul é rejeitado


Ativistas protestam no Ministério da Agricultura, em Berlim, durante reunião da 63ª Comissão Baleeira Internacional. (©Paul Langrock/Zenit/Greenpeace)

A proposta apresentada pelo Brasil, Argentina, África do Sul e Uruguai para criar um Santuário no sul do Oceano Atlântico para proteger as baleias foi rejeitada durante reunião anual da Comissão Baleeira Internacional (CBI), que ocorre até sexta-feira no Panamá.
No total, 38 países votaram a favor da proposta e 21 votaram contra, mas para que esta fosse aprovada era necessário pelo menos 75% de votos favoráveis. O Santuário é uma iniciativa importante para a preservação e proteção das baleias no Atlântico Sul e seria o terceiro, juntando-se aos já existentes no Oceano Índico, desde 1979, e no Oceano Austral, desde 1994. A primeira vez em que a proposta foi feita foi há onze anos e já foi submetida duas vezes a votação, mas nunca conseguiu atingir a votação mínima necessária.
“É chocante e desapontador que mais uma vez interesses de países como o Japão, que desejam o retorno da caça comercial de baleias, tenha prevalecido”, afirmou John Frizell, da Campanha de Baleias do Greenpeace.


Fonte: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Blog/santurio-no-atlntico-sul-rejeitado/blog/41223/

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Apesar de conhecer como economizar água, brasileiro desperdiça valioso recurso natural


Pantanal

O brasileiro desperdiça água, afirma conhecer formas de economizar o recurso, mas não as coloca em prática. A pesquisa - que faz parte do “Programa Água para a Vida”, uma parceria entre o WWF-Brasil e o Grupo HSBC – mostra que 68% dos entrevistados em 26 estados do país reconhecem o desperdício como a principal causa para o problema de abastecimento de água no futuro.

Qualidade da Água, atividade no Rio São João, RJ 

Quase metade (48%) da população admite gastar água em suas casas com pouco controle. Há cinco anos, essa parcela representava 37%. Nos dois períodos, os entrevistados apontaram que diminuir o tempo de banho é a melhor forma de reduzir o consumo. No entanto, 30% informaram demorar mais de 10 minutos no banho em 2011, enquanto em 2006, 18% despendiam o mesmo tempo para a atividade. Estima-se que em um banho de 10 minutos sejam gastos 100 litros de água. Fechar a torneira ao escovar dentes, consertar vazamentos e não lavar calçadas com mangueira foram os outros meios destacados pelos quais o desperdício pode ser evitado.


Outra questão revelada pelo estudo é o baixo conhecimento sobre o consumo de água no país. Para 81% da população, residências e indústrias são os grandes usuários e apenas 16% avaliam – corretamente – que a agricultura é a grande consumidora de água no Brasil. A produção agrícola é responsável por 70% do uso do insumo e pelo maior gasto sem controle. Além disso, a indústria é vista como a maior poluidora (77%). Ainda é desconhecido, por exemplo, que a poluição das águas por uso doméstico muitas vezes supera a poluição industrial em grandes centros urbanos. “Esses dados demonstram que a percepção do problema se restringe ao ambiente onde vive a maioria da população do país: as grandes cidades. Não há uma visão integrada com a zona rural, onde estão as principais fontes do recurso, e do caminho que esta percorre até chegar às casas e apartamentos. O problema é visto da “torneira para frente” e poucos o reconhecem da “torneira para trás”, explicou Maria Cecília Wey de Brito, CEO do WWF-Brasil.


A pesquisa aponta ainda que 67% dos domicílios pesquisados no país enfrentam algum tipo de falta d’água. No Nordeste, já existe escassez constante do recurso em 29% dos domicílios. Apesar disso, o consumo médio de água diário por habitante no país (185 l) é considerado mediano, próximo do da Comunidade Europeia (200 l), mas muito distante do de regiões secas como o semiárido brasileiro, abaixo de 100 l, e partes da África subsaariana, abaixo de 50 l.

O levantamento mostrou também que 87% das pessoas não conhecem a Agência Nacional de Águas (ANA), órgão regulador do recurso criado pelo governio federal em 2000, e o desmatamento foi apontado apenas por 1% dos entrevistados como uma das causas do agravamento do problema da água no país. “O tema de água doce, seus problemas e oportunidades ainda precisam ser melhor compreendidos pelo cidadão brasileiro. A urbanização crescente nas últimas décadas fez com que mais de 80% da população passasse a morar nas cidades. O descompasso entre o reconhecimento do problema e a tomada de atitudes precisa ser compreendida. A visão sobre a água é limitada, assim como a percepção dos seus problemas”, completa Maria Cecília.

A pesquisa, encomendada pelo WWF-Brasil ao Ibope, ouviu 2.002 pessoas em novembro de 2011 em 26 estados da federação.

Programa HSBC pela Água
Uma parceria entre o Grupo HSBC , WWF, WaterAid e Earthwatch , o programa tem o objetivo de trabalhar com o fornecimento, proteção e educação sobre a água, em cinco bacias de importância estratégica em nível mundial e onde vivem um bilhão de pessoas: a do Yangtze, na China; do Ganges, na Índia; do Mekong, que se expande por territórios da China, Tailândia, Laos , Camboja e Vietnã; do Leste Africano, nas bacias do Ruaha e Mara dividido entre o Quênia e a Tanzânia, e o Pantanal, em terras brasileiras, resultando em um dos projetos ambientais mais inovadores realizado por uma organização financeira.


Fonte: http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?31763

sábado, 16 de junho de 2012

Vídeos do WWF-Brasil serão exibidos em megatelão de água

Projeção de vídeos na Lagoa Rodrigo de Freitas em megatelão de água

por Aldem Bourscheit, do Rio de Janeiro

Entre 15 e 24 de junho, equipamentos especiais projetarão vídeos em uma tela d'água com 600 metros quadrados em um dos cartões postais do Rio de Janeiro, a Lagoa Rodrigo de Freitas.

As bombas movimentam 300 mil litros de água a cada hora, formando uma "cortina" onde as imagens são projetadas.

A programação traz produções da Rede WWF e do WWF-Brasil, como "curtas" tratando da necessária preservação do Cerrado e sobre o lançamento do Relatório Planeta Vivo 2012. Eles serão exibidos já a partir de amanhã (15).

As projeções acontecerão sempre das 19h às 23h, próximo ao Parque do Cantagalo. Seu foco será a proteção da água, das nascentes e dos rios, mas arte, cultura, inovação e sustentabilidade também estarão "em cartaz".

Entre os apoiadores da atividade está o Movimento Cyan/Ambev, que desde 2010 é parceiro do WWF-Brasil em campanhas e ações pelo uso mais racional da água e pela recuperação e proteção de nascentes, no Distrito Federal e no estado de São Paulo.


Projeção de vídeos na Lagoa Rodrigo de Freitas em megatelão de água

Confira alguns vídeos que serão apresentados:

Proteja o Cerrado

Astronauta Marcos Pontes - Lançamento do Relatório Planeta Vivo 2012 

Vinte anos depois, marchando para trás



Vinte anos depois da Eco-92, a histórica conferência de meio ambiente da ONU (Organização das Nações Unidas), a constatação é que a atual agenda política brasileira vai na marcha ré.
Esta foi a opinião expressa por ambientalistas reunidos na manhã deste sábado na tenda do IDS (Instituto Democracia e Sustentabilidade) na Cúpula dos Povos – conferência paralela à Rio+20, organizada pela sociedade civil ao longo do aterro do Flamengo, na capital fluminense.
Contando com a participação, entre outros, do Greenpeace, do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), Imazon e ISA (Instituto Socioambiental), os participantes concordaram que o novo Código Florestal foi apenas o início do retrocesso que setores conservadores do Congresso querem implementar – tudo com a chancela do governo.
“O governo brasileiro não apenas está se omitindo do debate para aprimorar a legislação ambiental e a governança, mas houve uma regressão”, avalia João Paulo Capobianco, do IDS. Para exemplificar seu argumento, além do massacre do Código Florestal, ele cita a Lei Complementar 140, que esvaziou as atribuições do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente) e reduziu o poder de fiscalização do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis). “Infelizmente, esse grave retrocesso está apenas começando.”
Esse movimento anti-ambiental, entretanto, se choca com os desejos da sociedade civil. “Oitenta por cento da população foi contrária ao novo Código Florestal, mas 80% do Congresso Nacional votou favorável”, disse Osvaldo Stella, do Ipam. “Existe uma ruptura entre o que o Congresso faz e o que a sociedade espera.”
Segundo Nilo D’Ávila, coordenador de  políticas públicas do Greenpeace, a  solução possível para este impasse é o fortalecimento da sociedade civil.
“Na conferência da Rio+20, o Greenpeace abandonou o diálogo com o governo porque este governo não dialoga”, disse D’Ávila. Pedimos que as ONGs façam o mesmo e venham para a Cúpula dos Povos. O verdadeiro diálogo está aqui."


Fonte: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Blog/vinte-anos-depois-marchando-para-trs/blog/40973/

sábado, 9 de junho de 2012

Esforços jogados no lixo?


Desmatamento na região da BR-163, na Amazônia. Foto: © Greenpeace/Karla Gachet/Panos

Pegando carona no Dia Mundial do Meio Ambiente, o governo federal acaba de soltar os números consolidados de desmatamento da Amazônia que vão de agosto de 2010 a julho de 2011. Nesse período, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 6.418 km2 de floresta foram para o chão. É a menor taxa desde 1988, quando a região passou a ser monitorada.
“Essa queda no desmatamento é fruto de um trabalho de longo prazo que está sendo jogado no lixo pelo atual governo”, afirma Marcio Astrini, da campanha Amazônia do Greenpeace. “Exatamente dez dias atrás, a presidente Dilma Rousseff rasgou o Código Florestal, ao permitir que fossem anistiados os desmatadores e que fossem reduzidas as áres de preservação. Isso vai abrir brecha para que os índices de devastação voltem a subir, depois de anos de esforços para sua redução”.
Em alguns estados, os números continuam lá em cima. Enquanto houve um aumento de 29% das derrubadas no Mato Grosso, em Rondônia isso foi ainda maior: 99%. Apesar de ser a taxa mais baixa já registrada, os 6.418 km2 estão longe de ser pouca coisa: nesse período, uma área de floresta equivalente a quase 2.500 campos de futebol foi derrubada a cada dia.
“A redução dos índices nos últimos anos prova que o Brasil não precisa de mais desmatamento para continuar se desenvolvendo”, diz Astrini.  “Vamos deixar claro para o governo e para o mundo que queremos as florestas em pé. E para isso apoiamos uma lei pelo desmatamento zero. Em apenas dois meses, mais de 310 mil pessoas já assinaram por um projeto de iniciativa popular para zerar o desmatamento”.
A campanha nacional pelo Desmatamento Zero já foi apoiada por vários movimentos sociais – como Via Campesina e sindicatos de trabalhadores rurais da Amazônia –, organizações indígenas e quilombolas, entidades ambientalistas e artistas. Quando 1,4 milhão de assinaturas forem recolhidas, o projeto será encaminhado ao Congresso. Assine, divulgue e compartilhe você também.


Fonte: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Blog/esforos-jogados-no-lixo/blog/40802/

sábado, 2 de junho de 2012

Redescubra o Cerrado no metrô de São Paulo

Arara canindé e vereda, parque nacional Grande Sertão Veredas (MG/BA)


Vereda do rio Itaguari, parque nacional Grande Sertão Veredas (MG/BA)


Pinturas rupestres no parque nacional Cavernas do Peruaçu



Vinte fotografias inéditas produzidas nos parques nacionais Grande Sertão Veredas e Cavernas do Peruaçu poderão ser conferidas durante o mês de junho pelos usuários da estação Ana Rosa (Vila Mariana), do Metrô de São Paulo. As imagens são dos fotógrafos Bento Viana e Eduardo Aigner, que participaram de expedições do WWF-Brasil. Confira algumas amostras ao lado.

A mostra será inaugurada nesta segunda (4), faz parte da 7ª Semana Metrô Meio Ambiente e tem apoio da Virada Sustentável. A idéia é sempre revelar valores e belezas do Cerrado, que já perdeu metade da vegetação original e tem menos de 3% de sua área efetivamente protegida em unidades de conservação. A estação Ana Rosa integra as linhas Azul e Verde do metrô e recebe, em média, 150 mil passageiros por mês.

Os parques nacionais somam quase 300 mil hectares de Cerrado conservado no norte de Minas Gerais, são gerenciados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e estão inseridos no Mosaico de Unidades de Conservação Sertão Veredas-Peruaçu, uma das áreas de atuação do WWF-Brasil, por meio dos programas Cerrado-Pantanal e Água Brasil.

Na região, o desafio não é diferente do restante do Cerrado: é preciso associar desenvolvimento econômico e conservação da natureza, por meio de práticas agrícolas menos agressivas, criação e efetivação de áreas protegidas federais, estaduais e particulares, bem como desenvolver economias e turismo de base comunitária, por exemplo.

Ambos os parques nacionais abrigam paisagens surpreendentes, veredas, cavernas, pinturas rupestres, inúmeras fontes de água, animais e plantas ameaçados de extinção. Além de já abrigarem inúmeras pesquisas sobre a riquezas do Cerrado, essas áreas protegidas serão como fontes de emprego e renda para as comunidades e municípios no seu entorno quando forem abertos à visitação pública.


Fonte: http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?31484

segunda-feira, 28 de maio de 2012


Dilma Rousseff publicou a Medida Provisória alterando o Código Florestal nesta segunda-feira

Planalto divulga também a Medida Provisória com as alterações ao texto aprovado pela Câmara

A presidenta Dilma Rousseff publicou nesta segunda-feira no Diário Oficial da União os vetos ao projeto do Código Florestal, aprovado pelo Congresso Nacional no final de abril. Dilma vetou totalmente os artigos 1º, 43, 61, 76 e 77, e fez vetos parciais em incisos dos artigos 3º, 4º, 5º e 26. Além disso, foi publicada também a Medida Provisória (MP) com mudanças ao código, visando preencher as lacunas deixadas pelos vetos. Ao todo, foram 12 pontos vetados e 32 modificações.

Dilma veta 12 pontos do Código Florestal e derruba anistia a desmatador

O texto vetado e a MP agora voltam ao Congresso Nacional. Os vetos, se colocados em pauta pelo presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), podem ser derrubados. Para isso é necessário que se tenha a maioria absoluta nas duas Casas - Senado e Câmara - em votação secreta.

Leia mais: 'O que a gente queria era o veto total', lamenta Greenpeace

Confira os principais pontos vetados pela presidenta

Apresentação do Código Florestal

A presidenta vetou o artigo 1º do Código Florestal, que define a razão do estabelecimento da medida. Segundo ela, o texto não indica com precisão "os parâmetros que norteiam a interpretação e aplicação da lei". Mais completo, o texto do artigo contido na MP afirma que a lei estabelece "normas gerais com o fundamento central da proteção e uso sustentável das florestas e demais formas de vegetação nativa em harmonia com a promoção do desenvolvimento econômico".

Pousio dos solos

O veto ao inciso XI do artigo 3º se justifica, segundo a presidenta, porque "o conceito de pousio (descanso do solo) aprovado não estabelece limites temporais ou territoriais para sua prática". No texto do relator Paulo Piau, aprovado pela Câmara, o pousio é definido como "prática de interrupção temporária de atividades agrícolas pecuárias ou silviculturais, para possibilitar a recuperação da capacidade do uso do solo".

No texto da MP, está especificado que essa interrupção vale "por no máximo cinco anos em até 25% da área produtiva da propriedade ou posse". A ausência desse estabelecimento temporal impediria a fiscalização efetiva sobre a prática de descanso do solo.

Rio +20: Líder do governo diz que MP do Código Florestal fortalece Brasil

Apicuns e salgados

Segundo o texto publicado no Diário Oficial, o dispositivo do parágrafo 3, do artigo 4º, "deixa os apicuns e salgados (planícies salinas próximas a mangues) sem qualquer proteção", e por isso foi vetado. A regra do texto aprovado pela Câmara não considerava apicuns e salgados como Áreas de Proteção Permanente (APPs).

Na MP, o capítulo III trata exclusivamente do "uso ecologicamente sustentável dos apicuns e salgados". Segundo a justificativa de Dilma, esses sistemas desempenham serviços insubstituíveis de proteção de criadores de peixes marinhos e crustáceos.

Delimitação das áreas de inundação em rios nas cidades

Também no artigo 4º, a presidenta vetou os parágrafos 7 e 8. No texto da Câmara, é estabelecido que a largura da faixa de inundação de qualquer curso d'água que passe por áreas urbanas será determinada pelo plano diretor e leis municipais de uso do solo. A presidenta afirma, no Diário Oficial, que a medida trata-se de "grave retrocesso", porque não leva em conta os critérios mínimos de proteção dessas margens, que evitam desastres naturais e protegem a infraestrutura.

Ambientalistas: Vitória do Veta, Dilma independe de decisão sobre Código

Bacias hidrográficas

Dilma vetou integralmente o artigo 43 do texto da Câmara. Nele, está estabelecido que as empresas que prestam serviços como abastecimento de água e geração de energia hidrelétrica deverão investir na recuperação e na manutenção da vegetação nativa em APPs existentes em toda a bacia hidrográfica explorada. Segundo Dilma, o artigo prejudica o interesse público, uma vez que a recuperação de toda a bacia hidrográfica implicaria em um aumento do custo desses serviços, impactando no bolso do consumidor. A recuperação deve-se limitar a área em que se localiza o empreendimento, segundo a presidenta.

Recuperaçao de APPs

O artigo 61 do Código aprovado pela Câmara, que trata da recuperação das Áreas de Proteção Permanente (APPs) é, segundo Dilma, impreciso e vago "contrariando o interesse público e causando grande insegurança jurídica". Ela acrescenta que o artigo "parece conceder ampla anistia" aos desmatadores, que exploraram as áreas a serem protegidas antes da legislação de 2008, que regula as APPs.

O texto da Câmara só exigia a recuperação da vegetação das APPs nas margens de rios de até 10 metros de largura. E não previa nenhuma obrigatoriedade de recuperação dessas APPs nas margens de rios mais largos. "Tal perspectiva ignora também a desigual realidade fundiária brasileira, onde, segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA, 90% dos estabelecimentos rurais possuem até quatro módulos fiscais e ocupam apenas 24% da área rural do País", escreve a presidenta.

Agora a recuperação será proporcional ao tamanho da propriedade rural e vale para todos os rios. Para os de até 10 metros, por exemplo, deve ser recuperada uma área entre 5 metros e 30 metros nas margens. Para rios com largura de mais de 10 metros, a recuperação varia de 5 metros a 100 metros.


Ministra do Meio Ambiente anunciou as mudanças de Dilma no texto do Código Florestal (25/5)


Inconstitucionalidade

No artigo 76 do texto aprovado pela Câmara, o relator afirma que o Poder Executivo deve enviar ao Congresso, no prazo de três anos, projetos de lei para estabelecer a conservação, a proteção e a regeneração da Amazônia, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Pampa. No parecer da presidenta, o artigo foi vetado por ferir "o princípio da separação dos Poderes (...) ao firmar prazo para que o chefe do Poder Executivo encaminhe ao Congresso Nacional proposição legislativa".

Diretrizes de Ocupação do Imóvel

No artigo 77 do texto do relator Paulo Piau, está estabelecido que na construção de obras que possam degradar o meio ambiente, será exigida a proposta de Diretrizes de Ocupação do Imóvel. O artigo não deixa claro o que são essas diretrizes, "trazendo insegurança jurídica para os empreendedores", de acordo com a presidenta.


Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2012-05-28/dilma-publica-justificativas-aos-vetos-do-codigo-florestal.html

domingo, 27 de maio de 2012

Áreas Protegidas ganham ‘fundo’


Cachoeira do Desespero, no Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque (AP), uma das unidades de conservação apoiadas pelo Arpa.


Fundo de Áreas Protegidas tem R$ 115 milhões para manutenção de unidades de conservação, mas apenas rendimentos serão usados.

Ligia Paes de Barros - WWF-Brasil
Fonte: Cristina Ávila - MMA


As áreas protegidas do Brasil ganharam esta semana um fundo com recursos destinados exclusivamente para sua manutenção e garantia da sustentabilidade financeira no longo prazo.

Lançado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Fundo de Áreas Protegidas (FAP) conta atualmente com R$ 115 milhões, dos quais somente os rendimentos anuais podem ser usados – um modo de resguardar o capital principal.

O FAP foi criado e inicialmente capitalizado por meio do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), do governo brasileiro com o apoio do WWF-Brasil, e somente as unidades de conservação consideradas consolidadas nos critérios estabelecidos no programa podem se candidatar a receber os recursos financeiros do fundo.

Tais critérios são possuir equipe técnica, plano de manejo, programa de pesquisas e recursos do governo de contra partida, entre outros aspectos.

Atualmente o Arpa apoia a implementação de 95 unidades de conservação em 52 milhões de hectares na Amazônia, e tem como meta criar e/ou consolidar mais oito milhões de hectares em UCs na região.

“O desenvolvimento e início da operação de um mecanismo financeiro como esse a serviço da conservação ambiental demonstra que temos muito ainda a explorar e criar para a manutenção de nosso patrimônio natural”, afirmou o coordenador do Programa Amazônia do WWF-Brasil, Mauro Armelin.

“A falta de recursos financeiros para manter as unidades de conservação é um dos principais gargalos que enfrentamos e, por isso mesmo o WWF-Brasil, como parceiro técnico do Arpa e presidente da assembleia de doadores do FAP, participou ativamente na formulação e regulamentação do fundo”, completou o coordenador.


Unidades de conservação beneficiadas:

No evento de lançamento do FAP, foi anunciada a transferência de recursos para a manutenção das duas primeiras unidades de conservação beneficiadas: o Parque Estadual do Cantão (TO) e a Reserva Extrativista do Jaru (RO). Cada uma deverá receber R$ 250 mil anuais.

De 2003 a março de 2012, o Arpa investiu R$ 1.640.000 na consolidação do PE do Cantão e R$ 3.230.000 na Rebio do Jaru. (matérias especiais e fotos em www.mma.gov.br)

Além disso, o Arpa/MMA vai disponibilizar R$ 1,5 milhão aos órgãos gestores de unidades de conservação na Amazônia para apoiar a criação de UCs, segundo anúncio no evento de lançamento do FAP. O dinheiro será usado para financiar ações como diagnóstico socioambiental e levantamento fundiário, que são condições essenciais para o processo de criação das UCs.


Fonte: http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?31422

Comitê afirma que veto parcial mantém florestas sob risco


A sanção parcial pela presidente Dilma reforça a necessidade de se ampliar a mobilização


Em nota divulgada na tarde desta sexta (25), o Comitê Brasil em Defesa das Florestas comentou a sanção parcial anunciada pelo governo ao projeto de lei aprovado no Congresso no fim de abril como reforma do Código Florestal Brasileiro.

No texto, as mais de 200 entidades civis representadas pelo Comitê afirmam que a sanção "frustrou a expectativa de ampla maioria da população pelo veto integral" e que as medidas anunciadas pelo governo reforçam "a necessidade de ampliar a mobilização, que será  intensificada na Rio+20". Confira a íntegra da nota abaixo, ou ao lado:



Veto parcial mantém florestas brasileiras sob risco

O Comitê Brasil em Defesa das Florestas assistiu nesta sexta (25) com grave preocupação o anúncio da sanção parcial do projeto de Código Florestal aprovado no Congresso, o que frustrou a expectativa de ampla maioria da população pelo veto integral.

O conteúdo das medidas não foi divulgado oficialmente, denotando total falta de transparência. Preocupa-nos ainda, além do conteúdo anunciado, o desdobramento do processo por meio de Medida Provisória.

A anistia segue como eixo central do texto, visto que, a data de 2008 como linha de corte para manutenção de áreas desmatadas ilegalmente continua inalterada e, consequentemente, promove a isenção de recuperação de Áreas de Proteção Permanente (APP) e Reserva Legal.

As flexibilizações em relação a lei atual podem ser ainda ampliadas, pois a matéria e os pontos modificados serão devolvidos ao Congresso.

A sanção parcial pela presidente Dilma reforça a necessidade de ampliar a mobilização, que será  intensificada na Rio+20.

A campanha “Veta Tudo, Dilma!”, que se tornou um fenômeno social no Brasil, seguramente continuará, pois a sanção parcial não encerra a vontade dos brasileiros de construir um Código Florestal que concilie conservação e produção.


Fonte: http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?31424

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Código Florestal: mais um capítulo infeliz

A saga das mudanças no Código Florestal ainda não acabou. Mas teve direito à teatro no Planalto.

A presidente Dilma Rousseff colocou três ministros em um tablado para falar que retalhou o texto que saiu da Câmara a fim de recuperar o projeto de lei que havia saído do Senado. Como o que os senadores produziram era ruim para as florestas e o governo não mostrou na coletiva com que retalhos pretende costurar no texto, o Brasil continua desconhecendo como fica o futuro de suas matas.
Ao que parece, o resultado se aproxima de um Frankenstein, que ainda depende de uma medida provisória – também desconhecida – para preencher um vácuo jurídico provocado pelo corta-e-cola. Não foi o que o povo pediu.

Dilma precisava vetar o texto e iniciar um novo processo, começando por eliminar o desmatamento e com base técnica e social desde o início. “O governo fez hoje um anúncio vazio. E esse nada apresentado é o retrato do governo, que durante dois anos não deu as caras enquanto o Código Florestal era retalhado pelo Congresso”, afirma Marcio Astrini, da campanha Amazônia do Greenpeace. “Dilma falhou com o povo brasileiro.”

Desde que o processo começou, há dois anos e meio, a presidente ignorou os avisos de diversos setores da sociedade, de que uma lei tão importante não pode ser reescrita sem a participação de todos. Ela aceitou que um dos maiores tesouros do país – a floresta e a decisão constitucional de protegê-la pelo bem comum e futuro – fosse destruída pelo interesse de apenas um setor da sociedade.

Tanto é que, apenas quando o texto saiu no Congresso, o governo foi ver exatamente quantos seriam beneficiados pelo projeto de lei. Quanta surpresa: percebeu que 81% das propriedades são pequenas, e que elas ocupam apenas 16% da área agrícola do país – e que, portanto, o código escrito no Congresso falhava em proteger os pequenos produtores, pois fora escrito para proteger os grandes. Como se todos não soubessem disso.

Nesses quase 18 meses de Presidência, essa não foi a única omissão nem pecado ambiental de Dilma. Seu governo não criou, até agora, um palmo sequer de unidades de conservação. Mas diminuiu o tamanho de várias, sobretudo na Amazônia, para plantar nelas grandes hidrelétricas e projetos de mineração. Dilma solapou poderes do Ibama, órgão que fiscaliza crimes ambientais, e ainda permitiu o ataque da bancada ruralista a terras indígenas.

“A decisão de não exercer o veto total é sinal de que ela aceitou o tratoraço ruralista”, diz Astrini. “Há doze anos, o Congresso tenta modificar o Código Florestal. Dessa vez, encontrou um campo livre para atuar, sem resistência da pessoa que senta na cadeira mais importante do país. Não é o que se espera de um presidente.”

Agora, na véspera da Rio+20, o governo faz da principal lei ambiental uma colcha de retalhos, e tenta desesperadamente vender a decisão como o melhor texto que se poderia obter para o Brasil. Apresenta uma tabela de APPs (áreas de proteção permanente) como grande feito – mas não expõe um plano para conservar a floresta. E recusa-se a mostrar o texto para passar pelo escrutínio da sociedade. “É o fim da lei das florestas em doses homeopáticas. O Brasil hoje dorme sem ainda saber qual será o novo Código Florestal”, afirma Astrini.

No fim das contas, a floresta não ganhou nem um centímetro a mais de proteção. Em nenhum momento o governo olhou para o que acontecia sob seus olhos, nem para os 13.500 km2 de área desmatada nos dois anos e meio de revisão do Código Florestal.

A lei de proteção das florestas partirá, então, dos brasileiros. Uma iniciativa popular pela lei do desmatamento zero, nos moldes do Ficha Limpa, é hoje o principal instrumento da população para combater a sanha antifloresta que tomou conta do governo e do Congresso. Quase 300 mil eleitores já assinaram a petição.


Fonte: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Codigo-Florestal-mais-um-capitulo-infeliz--/

Dilma faz 12 vetos ao Código Florestal e editará MP



BRASÍLIA, 25 Mai (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff fez 12 vetos ao texto do Código Florestal aprovado pelo Congresso e editará uma medida provisória para preencher lacunas no texto que sancionou.

"São 12 vetos, 32 modificações, das quais 14 recuperam o texto do Senado Federal, 5 correspondem a dispositivos novos incluídos e 13 ajustes ou alterações de conteúdo do projeto de lei", disse o advogado geral da União, Luiz Inácio Adams, em entrevista coletiva.

"Essas alterações serão promovidas através de medida provisória", completou.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse na entrevista que as mudanças no Código não preveem anistia a desmatadores. Também participaram da coletiva os ministros Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário) e Mendes Ribeiro (Agricultura).

"Não tem anistia", garantiu a ministra a jornalistas. "Todos terão que recuperar o que foi desmatado", assegurou.

A proposta do governo, anunciada nesta sexta-feira, prevê que o percentual da área de preservação permanente (APP) a ser recuperado dependerá do tamanho da propriedade, acrescentou a ministra.

As APPs são regiões a serem protegidas com a função de preservar recursos hídricos, a estabilidade geológica e a biodiversidade, entre outros.

O texto enviado pelo Congresso ao Planalto deixava indefinidas as regras de recuperação nas Áreas de Preservação Permanente (APP) nas margens de rios com mais de 10 metros de largura, o que, na opinião de críticos, trouxe enorme insegurança jurídica.

Na avaliação do ministro da Agricultura, o texto com os vetos sancionados nesta sexta-feira e a medida provisória a ser editada pelo governo não só garantirão essa segurança jurídica, como também não prejudicarão a capacidade do país de produzir alimentos.

"Esse é o Código daqueles que acreditam que o Brasil pode produzir com todo respeito ao meio ambiente", afirmou o ministro.

Pela Constituição, a presidente tinha até esta sexta-feira para sancionar ou vetar o projeto, aprovado pela Câmara dos deputados no fim de abril.

A reforma do Código Florestal está em discussão no Congresso há mais de dez anos e provocou diversos embates durante sua tramitação.

(Reportagem de Ana Flor e Maria Carolina Marcello)


sábado, 19 de maio de 2012

Engajamento pela biodiversidade

 
Quelônio encontrado no rio Oiapoque, no Amapá: uma das espécies da rica biodiversidade da Amazônia brasileira.

Esta semana representantes de diversos setores da sociedade brasileira entregaram ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) sua posição sobre as metas que devem integrar a estratégia brasileira de conservação da biodiversidade até 2020.
O documento, entregue em evento em Brasília, foi resultado de um longo processo de discussão entre movimentos sociais, setor privado, diferentes níveis de governo, sociedade civil organizada e academia que envolveu mais de 280 instituições por meio de reuniões e consulta pública.
O processo de elaboração dessa proposta começou após a aprovação do Plano Estratégico sobre o tema da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), em conferência no Japão em 2010. 
O Brasil, que participou da conferência e é membro dessa convenção da Organização das Nações Unidas, ao aprovar o plano estratégico se comprometeu a elaborar sua estratégia nacional e plano de ação de conservação da biodiversidade para 2020.
Nesse sentido, durante todo o ano de 2011, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) – em parceria com o WWF-Brasil, a União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) e o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) – realizou um série de encontros com diferentes setores da sociedade e colheu suas contribuições para iniciar a elaboração da estratégia.
Durante a mesa de abertura do evento, a Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, reforçou a importância da diversidade de setores e organizações participantes desse processo, cujo resultado reflete as diferentes expectativas da sociedade brasileira. “Vários setores que interagiam marginalmente, estão se engajando para um debate mais central”, afirmou. “Estão buscando caminhos para o diálogo e isso é muito bom”, acrescentou Teixeira.
Em diversos encontros, os representantes dos setores da sociedade brasileira debateram os cinco objetivos do Plano Estratégico da CDB e suas 20 metas para chegar a um acordo de como adaptar o plano à realidade do Brasil. Os diferentes setores alcançaram consenso sobre 17 metas, enquanto as demais incluíram duas ou três propostas que representam a diversidade de opiniões dos diferentes setores.
Além do documento entregue, outros subsídios valiosos também foram passados ao MMA, tais como propostas de sub-metas e ações estratégicas que poderão contribuir para a elaboração de um plano de ação que irá garantir o alcance das metas.
“Esse processo participativo e democrático da elaboração da proposta de como devemos agir como sociedade para conservar a biodiversidade no Brasil é inédito e bastante animador. Somente com engajamento da sociedade e comprometimento do governo podemos proteger nosso patrimônio natural”, afirmou a secretária-geral do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito, no evento.
Para Maria Cecília, essa postura do Brasil é fundamental para que o país chegue à próxima Conferência da Convenção sobre Diversidade Biológica, que acontece este ano na Índia, com a mesma liderança exercida em 2010, e com um possa apresentar suas metas, estratégias e recursos necessários durante a negociação sobre mobilização de recursos financeiros que deverá ocorrer na Conferência.
“É ainda essencial que o Brasil, como próximo passo, transforme suas metas e a estratégia para a conservação da biodiversidade em um instrumento legalmente vinculante, ou seja, que tenha força de lei para de fato ser cumprida”, completou a secretária-geral.
Já o secretário de Biodiversidade e Florestas (SBF) do Ministério do Meio Ambiente, Roberto Cavalcante afirmou que o governo irá considerar a proposta entregue na definição final das metas nacionais de biodiversidade para 2020 e na elaboração de um plano de ação para implementação da estratégia que será apresentada na próxima conferência. “Acredito que esse esforço gerou um grande conjunto de consensos e bons cenários que simplificam e ajudam o trabalho da SBF nos próximos passos para definição das metas nacionais. A representatividade e qualidade da análise realizada é fundamental, indicando quais são os parceiros, grupos e organizações que validam esse resultado”, ressaltou Cavalcante.

*O processo de elaboração da proposta de metas da estratégia brasileira contou com o apoio do Ministério do Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido (Defra) e do Projeto Nacional de Ações Integradas Público-Privadas para Biodiversidade (Probio II).


Fonte: http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?31343

Fiscais por um planeta melhor

Geovani Jr. e seu projeto socioambiental, os Fiscais do Planeta, levam a mensagem do Desmatamento Zero ao estádio Mangueirão, no Pará. Foto: Divulgação

Nascido em Campina Grande (PB), o forrozeiro Geovani Jr. chegou ao Pará em 2002 para disseminar a importância da preservação da natureza. Apaixonado pela exuberância da Amazônia e empenhado em protegê-la, ele resolveu criar o projeto socioambiental Fiscais do Planeta. Pai de seis filhos – todos 'Fiscais', o nordestino se impressionou com a imensa biodiversidade da floresta, mas também com o descaso das populações das cidades com a sujeira e a quantidade de lixo produzido. Começaram aos poucos, espalhando a mensagem ambiental em muros, praças e eventos públicos, além de tentar educar através de suas músicas. “Não jogue lixo nas ruas, rios e mares” é o mantra do projeto, que percorre os arredores de Belém, Fortaleza e da Paraíba.
Hoje com cerca de 220 integrantes voluntários, os Fiscais levam também a bandeira do Desmatamento Zero. “Sempre admirei o trabalho do Greenpeace, sou um apaixonado. Meu projeto também é voluntário e nós fazemos esse trabalho sem ajuda financeira, por amor. Quando visitei o navio no porto de Belém, pude conhecer melhor a campanha e resolvi apoiar a ideia”, conta Geovani, que parece determinado em mudar de vez a situação ambiental, primeiro do Pará, depois – quem sabe – do mundo.  
Ainda sem grande sucesso com a repercussão de sua música, ele trabalha como vendedor de consórcio. Com seu próprio investimento, conseguiu produzir uma grande faixa que diz: “Desmatamento Zero – Fiscais do Planeta”, e levou ao estádio Mangueirão lotado, no último domingo, dia 13 de maio, na final do Campeonato Paraense de Futebol. O público para assistir o jogo que terminou em Remo 2 x 2 Cametá foi de 40 mil pessoas pagantes. O placar final foi empate, mas as florestas e o Desmatamento Zero saíram ganhando.
“Os grandes governos mundiais fazem vista grossa, estão de braços cruzados. Aqui estamos no meio da (rodovia) Transamazônica, vemos a destruição de perto. Somos brasileiros e devemos entender que a gente depende da floresta até para respirar. Enquanto eu puder, farei o máximo para impedir que seja derrubada uma árvore sequer sem necessidade. Pessoas que vivem da floresta, extrativistas, estão sendo assassinadas, culturas indígenas estão sendo dizimadas, tudo por conta dos grandes desmatamentos.”
Geovani já imprimiu centenas de petições pela lei de iniciativa popular do Desmatamento Zero, e pretende montar pontos de coleta de assinaturas em Belém e cidades próximas, além de espalhar a mensagem também no São João da Paraíba, em junho. Segundo ele, costumam ser 30 dias de festa, onde se reúne muita gente. Ao som do forró ele pretende embalar a festa nordestina, e acabar com a farra do desmatamento.
A ideia de levar a campanha aos estádios de futebol também continua, rumo ao Campeonato Brasileiro. “O público dos jogos é sempre grande aqui no Pará. Às vezes um jogo pequeno arrecada mais do que um Flamengo e Vasco. Assim, sabemos que estamos atingindo o maior público possível, principalmente aqueles que não têm muito conhecimento. Eu também sou simples, sem instrução, mas aos poucos podemos abrir a mente das pessoas.” 
Mesmo sem estudo formal ou ajuda financeira, esse nordestino de 48 anos, cheio de determinação e competência, já conquistou nossa admiração recíproca. Ele é um exemplo para quem acredita que cuidar do planeta é lutar pelo direito à vida. Junte-se ao Geovani e faça também a sua parte. Assine pela proteção das florestas.

Fonte: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Blog/fiscais-por-um-planeta-melhor/blog/40501/

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Um novo plano para salvar o planeta




Neste fim de semana, os oito líderes mais poderosos do mundo irão se reunir no encontro do G8 e poderão entrar em acordo sobre um plano que poderia, literalmente, interromper as mudanças climáticas!


É incrível, mas atualmente, nossos governos dão cerca de 1 trilhão de dólares por ano dos nossos impostos para grandes empresas de petróleo e carvão destruírem nosso planeta. Os principais líderes do mundo já concordaram em acabar com esses pagamentos poluidores, entre eles o presidente Obama, anfitrião do evento. Portanto, se exigirmos agora que eles cumpram suas palavras e redirecionem essa quantidade enorme de dinheiro para energias renováveis, de acordo com especalistas, nós poderíamos realmente salvar o planeta!

É algo tão óbvio que nossos líderes inclusive já entraram em acordo quanto a isso. Vamos manter a pressão sobre o presidente Obama, para que ele lidere as maiores economias do mundo a transformar esses subsídios poluidores em subsídios verdes. Assine a petição urgente à direita e compartilhe com todos seus amigos e familiares – uma campanha maciça neste momento pode forçar nossos líderes a transformar palavras em ação.

ASSINE A PETIÇÃO

Fonte: http://www.avaaz.org/po/a_new_plan_to_save_the_planet/?cl=1817031970&v=14374

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