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sábado, 4 de agosto de 2012

Parceria amplia pesquisa sobre animais do Cerrado


Um mão-pelada (Procyon cancrivorus) no interior de área protegida, em Minas Gerais


A anta (Tapirus terrestris) é um dos maiores mamíferos do Cerrado e do Brasil


Jaguatirica (Leopardus pardalis) flagrada pelas câmeras digitais


Acordo reforça monitoramento de fauna no parque nacional Cavernas do Peruaçu e nos parques estaduais da Mata Seca e Veredas do Peruaçu. Pesquisas comprovam importância da vegetação em APPs para várias espécies.

por Aldem Bourscheit

Um acordo firmado entre o Programa Cerrado-Pantanal do WWF-Brasil e o Instituto Biotrópicos ampliará o monitoramento científico sobre mamíferos de médio e grande porte no parque nacional Cavernas do Peruaçu e nos parques estaduais da Mata Seca e Veredas do Peruaçu. As áreas protegidas estão no norte de Minas Gerais, no Mosaico de Unidades de Conservação Sertão Veredas-Peruaçu.

A parceria levou à compra de câmeras especiais que estão sendo instaladas em pontos estratégicos dos parques, gerenciados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais. Essas instituições também são parceiras das pesquisas.

A idéia é flagrar a movimentação de antas, catetos, jaguatiricas, tamanduás, quatis e outras espécies. Os equipamentos operam com sensores que fotografam e filmam um animal ao detectar sua presença, tanto de dia quanto à noite.

As informações que vem sendo levantadas ao longo dos anos pelo Biotrópicos mostram que 70% dos médios e grandes mamíferos do Cerrado circulam naquelas áreas protegidas. Os novos dados reforçarão esses números, serão usados em estimativas populacionais e para a sugestão de corredores ecológicos interligando florestas no Vale do rio Peruaçu.

No parque nacional Cavernas do Peruaçu, uma pesquisa de longo prazo observará os efeitos do turismo sobre os animais que lá vivem. A unidade de conservação está recebendo infraestrutura para visitação. Com isso, será possível avaliar a necessidade de se adequar número de visitantes e trilhas para que turistas e fauna convivam de forma equilibrada.

Importância das APPs - O Biotrópicos pesquisa o comportamento de mamíferos no norte de Minas há quase uma década e, conforme o biólogo Guilherme Braga Ferreira, esse trabalho vem comprovando a importância da vegetação nas margens de rios, córregos e veredas para a movimentação e alimentação dos animais, principalmente na seca.

“Na prática, isso reforça o que a legislação florestal brasileira pede, ou seja, a manutenção das matas no entorno de rios, córregos, lagos e veredas, nas chamadas áreas de preservação permanente (APPs). Ao mesmo tempo, preocupa a situação da margem esquerda do rio Peruaçu, hoje sem qualquer proteção”, comentou Ferreira.

O rio Peruaçu é um afluente do rio São Francisco no norte de Minas Gerais e maior curso d´água do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu. Mas ele está secando, pelo uso excessivo de suas águas e pelo assoreamento causado pela derrubada das florestas em suas margens.


Fonte: http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?32042

sábado, 16 de junho de 2012

Estudo revela elos nacionais e internacionais do carvão ilegal e do trabalho escravo

Estado típico de um trabalhador escravo em carvoaria ilegal



Pela primeira vez, Amazônia, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Caatinga são alvo de pesquisa que revelou a complexidade e o alcance dessas práticas arcaicas

por Aldem Bourscheit

São Paulo (SP) – Seis em cada dez quilos do carvão vegetal produzido no Brasil vêm da destruição de florestas nativas e, muitas vezes, sua produção acontece com mão-de-obra escrava ou degradante. O problema se concentra na Amazônia, mas não se resume à maior floresta tropical do planeta. Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga e Pantanal também são vítimas dessas práticas arcaicas.

É o que revela Combate à devastação ambiental e ao trabalho escravo na produção do ferro e do aço, que exigiu dois anos de dedicação do WWF-Brasil, Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Rede Nossa São Paulo, Fundación Avina, Repórter Brasil e Papel Social. A pesquisa será apresentada a partir das 16h30 desta terça (12), durante a Conferência Ethos Internacional, em São Paulo (SP). Mais informações em http://siteuniethos.org.br/ci2012/

O estudo envolveu pólos siderúrgicos no Pará, Maranhão, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, e traz estudos de caso que revelam a complexidade e o alcance da ilegalidade. Foram rastreadas da produção de carvão em fornos clandestinos escondidos na mata às grandes indústrias que usam carvão obtido com devastação ambiental e trabalho escravo. Relatórios de fiscalização federal, inquéritos policiais, procedimentos investigatórios do Ministério Público Federal e provas materiais foram apurados e checados.

Assim se estabeleceram as ligações entre o carvão ilegal e algumas das maiores siderúrgicas brasileiras e mundiais. O combustível é um dos principais itens da produção de ferro gusa, base das ligas de aço e matéria-prima para fundições, fábricas de autopeças, maquinários e eletroeletrônicos. A escória siderúrgica é usada na produção de cimento. No Brasil, a fabricação de aço está nas mãos de 28 grandes usinas, administradas por nove empresas. Ano passado, o país produziu 48 milhões de toneladas brutas de aço. É um dos setores da economia que mais cresce.

Em 2010, chegou a 700 mil hectares o déficit de eucaliptos plantados para a produção de carvão para ferro-gusa, considerando um rendimento de 30 m³/ha/ano. Embora florestas naturais possam ser manejadas de forma sustentável, a esmagadora maioria da madeira retirada dessas florestas para fazer carvão é ilegal. Ou seja, ainda não é possível atender à demanda da siderurgia sem grave degradação ambiental.

Por exemplo, o Cerrado já perdeu metade da vegetação original e ainda é um dos principais fornecedores do carvão usado para se produzir ferro e aço no Brasil. Suas matas começaram a abastecer as carvoarias há mais de um século, quando foram implantadas as primeiras fundições no Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais. Hoje, o pólo siderúrgico mineiro é o maior do país, com mais de 60 indústrias.

Escravidão moderna - A mão de obra escrava não se configura pela falta de carteira assinada ou por problemas trabalhistas. É marcada pelo cerceamento da liberdade do trabalhador, seja por vigilância armada, "isolamento geográfico", retenção de documentos, ou pela "servidão por dívida" - quando a pessoa é obrigada a trabalhar para quitar débitos contraídos de forma fraudulenta. Também é trabalho escravo aquele sob condições degradantes, por exemplo quando pessoas são obrigadas a trabalhar sem água e alimentação suficientes, sofrendo maus tratos, com alojamentos precários, sem o mínimo de higiene.

O Código Penal também considera escravidão sujeitar trabalhadores a jornadas exaustivas, colocando em risco sua vida. De acordo com a atualização de dezembro de 2010 da “lista suja” do trabalho escravo, 53 dos 220 empregadores relacionados estavam ligados à produção de carvão vegetal. A lista é um cadastro mantido pelo Governo Federal com os empregadores flagrados cometendo esse tipo crime.

Soluções – As siderúrgicas que usam carvão vegetal deveriam, de acordo com a legislação, investir no plantio de florestas para suprir suas necessidades de carvão. Lavouras de eucaliptos são a principal alternativa encampada pelo setor para tentar atender à demanda. Carvão legalizado também pode ser feito com madeira nativa retirada de áreas com planos de manejo aprovados pelos órgãos competentes ou de áreas com licença para desmatamento, das cascas de coco ou de babaçu, e ainda de resíduos de serrarias.

De 2000 a 2009, segundo dados da Associação Mineira de Silvicultura (AMS), 57% do carvão vegetal consumido no país veio de plantios comerciais. Mas em momentos de desaquecimento econômico, há uma tendência de se reduzir a demanda pelo combustível, aumentando a participação das florestas plantadas no total utilizado.

Sendo assim, para levar mais sustentabilidade às cadeias do carvão e do aço, são necessários amplos acordos setoriais, envolvendo governo, indústria e sociedade civil, ampliando o uso de fontes sustentáveis de carvão vegetal e respeitando amplamente a legislação.

Em abril deste ano, foi consolidado o Grupo de Trabalho do Carvão Sustentável, iniciativa cujos primeiros a aderir foram o Instituto Carvão Cidadão (MA) e as empresas DNA Carvoejamento e DNA Energética, Libra Ligas, Mahle, Rotavi, Simasul, Companhia Siderúrgica Vale do Pindaré, Vetorial e Atelmig.O compromisso será reforçado com a adesão gradual de novas empresas e outros segmentos ligados à produção de carvão, ferro e aço.

O objetivo é garantir que seja possível rastrear a origem da madeira usada para a produção do carvão e os caminhos que o produto percorre até a se siderúrgicas, fazendo com que sejam usadas fontes legais e renováveis em toda a cadeia produtiva do ferro e do aço. Além disso, é necessário maior eficiência na produção de carvão, ampliar a área com florestas plantadas e manejadas em bases sustentáveis até 2020 e desenvolver políticas públicas e incentivos econômicos que apóiem essas transformações.

O Cerrado é um dos principais fornecedores de carvão ilegal no país

Fornos devorando a floresta amazônica em Itupiranga (PA)

Intensificar e ampliar a fiscalização é fundamental para o combate à ilegalidade

Fonte: http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?31543/Estudo-revela-elos-nacionais-e-internacionais-do-carvo-ilegal-e-do-trabalho-escravo

sábado, 2 de junho de 2012

Redescubra o Cerrado no metrô de São Paulo

Arara canindé e vereda, parque nacional Grande Sertão Veredas (MG/BA)


Vereda do rio Itaguari, parque nacional Grande Sertão Veredas (MG/BA)


Pinturas rupestres no parque nacional Cavernas do Peruaçu



Vinte fotografias inéditas produzidas nos parques nacionais Grande Sertão Veredas e Cavernas do Peruaçu poderão ser conferidas durante o mês de junho pelos usuários da estação Ana Rosa (Vila Mariana), do Metrô de São Paulo. As imagens são dos fotógrafos Bento Viana e Eduardo Aigner, que participaram de expedições do WWF-Brasil. Confira algumas amostras ao lado.

A mostra será inaugurada nesta segunda (4), faz parte da 7ª Semana Metrô Meio Ambiente e tem apoio da Virada Sustentável. A idéia é sempre revelar valores e belezas do Cerrado, que já perdeu metade da vegetação original e tem menos de 3% de sua área efetivamente protegida em unidades de conservação. A estação Ana Rosa integra as linhas Azul e Verde do metrô e recebe, em média, 150 mil passageiros por mês.

Os parques nacionais somam quase 300 mil hectares de Cerrado conservado no norte de Minas Gerais, são gerenciados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e estão inseridos no Mosaico de Unidades de Conservação Sertão Veredas-Peruaçu, uma das áreas de atuação do WWF-Brasil, por meio dos programas Cerrado-Pantanal e Água Brasil.

Na região, o desafio não é diferente do restante do Cerrado: é preciso associar desenvolvimento econômico e conservação da natureza, por meio de práticas agrícolas menos agressivas, criação e efetivação de áreas protegidas federais, estaduais e particulares, bem como desenvolver economias e turismo de base comunitária, por exemplo.

Ambos os parques nacionais abrigam paisagens surpreendentes, veredas, cavernas, pinturas rupestres, inúmeras fontes de água, animais e plantas ameaçados de extinção. Além de já abrigarem inúmeras pesquisas sobre a riquezas do Cerrado, essas áreas protegidas serão como fontes de emprego e renda para as comunidades e municípios no seu entorno quando forem abertos à visitação pública.


Fonte: http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?31484

sexta-feira, 6 de abril de 2012

De cara com o desmatamento


Nos três primeiros meses de 2012, os alertas de desmatamento triplicaram com relação ao ano passado na Amazônia Legal. Foto: ©Greenpeace/Daniel Beltra

Com volume consideravelmente menor de nuvens na Amazônia Legal neste início de ano, o desmatamento resolveu dar o ar da graça aos satélites do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Os dados de alerta do sistema Deter (Detecção do Desmatamento em Tempo Real) referentes ao primeiro trimestre de 2012 mostram que a devastação quase triplicou com relação ano passado. Foi detectada a possível perda de 389 km² da cobertura florestal, número 188% maior se comparado ao mesmo período de 2011, quando a região perdeu 135 km².
Mesmo com o aumento pontual, não houve aumento do desmate em números absolutos. Quando comparados, os períodos de agosto de 2011 a março de 2012 e os mesmo meses entre 2010 e 2011 apresentam praticamente os mesmo números. No ano passado, 1.340 km² foram desmatados, enquanto que neste ano foram cerca de 1.400 km². Nesse mesmo período, o estado que mais se destacou negativamente foi Roraima, onde houve aumento de 363% da área devastada.
A ministra Izabella Teixeira, que apresentou os dados nesta quinta-feira em Brasília, não considera que os dados representam um crescimento no desmate. Entretanto, chamou a atenção para a elevação de atividades ilegais. O aumento, segundo ela, pode estar associado a uma migração de desmatadores do Pará para o estado e também à flexibilização do Código Florestal.
“O que nós temos de informação em campo está associada ao debate do Código Florestal. Ainda tem gente dizendo que você pode desmatar que vai ser anistiado, mas tem muita gente também achando que o Ibama não poderia multar. Agora, eu não posso afirmar que é por causa disso [que houve aumento em alguns Estados]”, afirmou a ministra.
Já Gilberto Câmara, diretor do Inpe, afirmou que não houve desmatamento detectado no ano passado “porque nós não víamos nada”. Para ele, a pesquisa em campo feita pelos órgãos de fiscalização verificou que 68% das áreas encontradas devastadas (por desmate e queimadas) resultam de atividades ilegais ocorridas em 2011.
Para acabar com a atividade ilegal e qualquer investida contra a proteção das florestas, assine a petição pela lei do desmatamento zero no Brasil. Seja você também um herói das florestas.



Fonte: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Blog/de-cara-com-o-desmatamento/blog/39885/


sábado, 24 de março de 2012

Chuva, suor e Rainbow Warrior



Não teve chuva ou calor que fizesse os manauaras arredarem o pé do porto nesse sábado. Mais de 500 pessoas visitaram o Rainbow Warrior, que abriu suas portas ao público pela primeira vez no Brasil. Há quatro dias atracado na capital do Amazonas, o navio recebeu crianças, adolescentes, adultos e idosos, que não se arrependeram de ter saído de casa.

“Eu estou fazendo 60 anos e essa visita foi meu presente. Isso é que é comemoração!”, vibrou, debaixo de chuva, a enfermeira Maria de Nazaré Torres, que carregou toda a família para a embarcação. Com o rosto pintado com árvores e arco-íris, Gabriel Machado, de sete anos, também adorou: “Posso viajar com vocês?”, arriscou.

Durante o dia inteiro, o movimento não parou. Famílias inteiras e grupos de amigos assistiram vídeos do Greenpeace, receberam uma aula sobre as peculiaridades do Rainbow Warrior e assinaram a petição pela lei do desmatamento zero. “Fui recebida com tanto carinho, gostei tanto, que amanhã eu vou voltar trazendo mais gente”, prometeu a administradora Antônia Chaves, de 42 anos.

Para quem ficou de fora, ainda tem mais: neste domingo, 26/03, o Rainbow Warrior continua recebendo o público de Manaus, de 10h às 17h, no Porto Roadway (Rua Marquês de Santa Cruz, 25, Centro). Nos próximos meses, o navio ainda abre as portas em Belém, Recife, Salvador e Rio de Janeiro. Fique ligado, acompanhe nossa agenda aqui no site. E assine a petição pela lei do desmatamento zero.



Fonte: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Blog/chuva-suor-e-rainbow-warrior/blog/39684/

sexta-feira, 16 de março de 2012

Conservação preto no branco


Um olhar diferente sobre o córrego Crispim: experiência de pin hole desperta para conservação.


Resultados surpreendentes e artísticos, com consciência ecológica


Agressões ao córrego Crispim: mais que uma simples experiência fotográfica


Pin hole: por um pequeno furo passa a luz do mundo


Olhos abertos na câmara escura

Treze alunos e dois professores do Centro Educacional 6, do Gama – cidade a 40km de Brasília -, participaram, no último final de semana (10 e 11) de uma experiência estimulante. Foram convidados a olhar para o Córrego Crispim em sua plenitude, com belezas e agressões às águas, e, depois, registrar suas sensações em papel fotográfico, por meio da técnica “pin hole” – que utiliza latas ou outras embalagens como “máquina fotográfica”.
O resultado da experiência é sempre inesperado e surpreendente: retratos de conformação artística em preto e branco.
A Oficina do Projeto Fotolata foi realizada em parceria com o WWF-Brasil e o Projeto Bacias, no âmbito do Cyan, um programa de conservação de água doce conduzido pela Ambev. A ideia era instigar os alunos a um olhar de consciência ecológica e de preservação do Córrego Crispim.
Elisa Marie Sette Silva, analista do Programa Água Para a Vida, do WWF-Brasil, acredita que a experiência, além de despertar o interesse para a fotografia, também induz os adolescentes a pensar sobre as questões ambientais, despertando neles o protagonismo necessário à efetiva conservação do córrego Crispim, que muitos deles ainda não conheciam.
O resultado, uma bela coleção de fotografias, será exposto durante um evento em celebração às águas a se realizar dia 14 de abril no Clube da Ambev (Gama).
Conservação e gestão -- A oficina é parte das atividades do Projeto Bacias, conduzido pela Ambev e WWF-Brasil em Brasília e tem como objetivo a melhoria da qualidade das águas das bacias hidrográficas em que estão instaladas as fábricas da Ambev. A proposta é promover um movimento de conscientização para conservar a água.
O Distrito Federal foi escolhido como projeto-piloto. Além de ações diretas, como o plantio de mudas, o projeto prevê apoio à gestão dos recursos hídricos, por meio do engajamento da comunidade e do apoio aos comitês de bacia.
A iniciativa rendeu à Ambev no ano passado o Prêmio Global 2011 - Dia Mundial do Meio Ambiente, da Anheuser-BuschInbev, que reconhece as melhores práticas desenvolvidas pelas unidades dos 23 países onde a companhia atua.

Fonte:

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Espécies encontradas no Tumucumaque - Jupará


Jupará, mamífero que encontrado no Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque.


O Jupará vive no alto das árvores e precisa de uma área de floresta contínua para sobreviver.


No ano de 2011, o WWF-Brasil retomou suas atividades para apoiar a conservação de uma das regiões mais ricas em biodiversidade do Brasil: o Tumucumaque, no estado do Amapá.

Para você conhecer melhor a região, divulgaremos mensalmente informações sobre espécies de animais e plantas que são encontradas por lá. Saiba mais sobre a biodiversidade do Brasil e ajude a conservar a região do Tumucumaque usando o site Ecosia.org como sua fonte de pesquisa na internet.

Funciona assim: o internauta procura o que deseja encontrar no site e se clicar em algum link patrocinado, ou seja, de empresas que patrocinam o site, a empresa pagará ao Bing ou Yahoo pelo clique. Então, o Bing ou Yahoo passarão a maior parte desse dinheiro para o Ecosia, que por sua vez doará 80% do valor arrecadado para o trabalho do WWF na Amazônia, mais especificamente na região do entorno do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque e de outras unidades de conservação da área.

Conheça o Jupará:

O jupará (Potos flavus) é um mamífero encontrado em grande parte da região Neotropical, do México à Bolívia, e está presente na Amazônia brasileira.

Da mesma família que o quati e guaxinim, os Procionídeos, o jupará vive no alto das árvores e precisa de uma área de floresta contínua para sobreviver. Sua cauda preênsil o permite se pendurar nas árvores e facilita sua locomoção entre elas. Ele tem hábitos noturnos e vive grande parte do tempo sozinho. Alimenta-se basicamente de frutas, mas também come algumas espécies de flores e folhas, além de cupins e pequenos vertebrados.

Apesar de não estar ameaçado de extinção, sofre as pressões do desmatamento e caça ilegal. O jupará ocorre no Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, onde desfruta de um ambiente íntegro e selvagem que possibilita uma existência segura das ameaças humanas.

Fonte:

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O X do carvão


A recém-anunciada aliança entre a empresa de energia alemã E.ON e a brasileira MPX – um dos tantos empreendimentos do empresário Eike Batista – será forjada à energia suja. É o que conta o jornal Folha de S.Paulo em sua edição de hoje (só para assinantes).
Essa parceria tornará a MPX a maior empresa privada de energia do país e lhe possibilitará produzir 20 mil megawatts – 20% do que é gerado hoje em território nacional. Segundo o jornal, 11 mil megawatts de projetos existentes, que farão parte dessa joint-venture, têm a queima do carvão como base.
Combustíveis fósseis e não-renováveis como o petróleo e o carvão são considerados os grandes vilões do clima, já que sua utilização despeja milhões de toneladas de CO2 na atmosfera a cada ano.
Negócios como esse colocam em xeque o discurso de sustentabilidade das empresas de Eike Batista e provocam temor de ambientalistas no Brasil. O país possui um grande potencial para desenvolver a geração de energia a partir dos ventos, dos raios solares, biomassa e resíduos sólidos.
Veja aqui o relatório Revolução Energética, produzido pelo Greenpeace, que mostra como o Brasil pode se tornar referência em renováveis no mundo.
Em agosto de 2011, ativistas do Greenpeace realizaram um protesto pacífico contra a decisão de Eike Batista de explorar petróleo nas proximidades do banco dos Abrolhos, região que concentra uma rica biodiversidade marinha, localizada na Bahia. Relembre o caso.

Fonte:

Ursos invadem feira de automóveis na Europa





Em protesto contra a produção de veículos poluentes pela Volkswagen, dezenas de “ursos polares” invadiram hoje uma feira de carros na Bélgica

Além de fabricar veículos extremamente poluentes, a gigante da indústria automobilística Volkswagen está empenhada em minar a possibilidade de a União Européia adotar para o setor alternativas mais sustentáveis, que contribuem para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

Pegando carona em uma das maiores exposições automobilísticas da Europa, a Motor Show de Bruxelas (Bélgica), o Greenpeace levou, nesta manhã, dezenas de ativistas fantasiados de ursos polares em protesto pelas ações da empresa.

Durante ato, alguns ativistas se penduraram sobre as cabeças da multidão, com banners que pediam à Volkswagen: “Pare de destruir o Ártico”. Outros se trancaram no mais novo modelo da Volkswagen, o UP!, também alvo de críticas do Greenpeace por consumir combustível em excesso.

O lobby da Volkswagen contra a lei que apoia a sustentabilidade automotiva pode colocar um freio no crescente mercado de carros ecologicamente corretos, deixando os motoristas ainda mais atrelados à dependência suja do petróleo. Tal movimento irá incentivar a exploração do óleo em ambientes frágeis como o Ártico, lar do vulnerável urso polar, e onde um possível vazamento teria impactos devastadores.

Sara Ayech, do Greenpeace Bélgica, afirmou que os carros da empresa, além de ineficientes e poluentes, estão destruindo esse ecossistema. “Eles constroem um ou dois carros autointitulados “verdes”, mas esses veículos são apenas uma premissa da nuvem de poluição que acompanha os carros menos eficientes. Os esforços vergonhosos do lobby da Volkswagen estão ajudando a impulsionar a pesquisa de petróleo em regiões como o Ártico, onde um vazamento seria catastrófico.”

Segundo ela, veículos mais verdes serão bons para os negócios, bons para os motoristas e bons para o meio ambiente. “As companhias de carro que já perceberam isso devem estar furiosas com a Volkswagen”, concluiu a representante do Greenpeace.


Fonte:

Redução de emissões de metano e carbono negro seria uma forma eficaz de travar o aquecimento global

Um estudo revela que a redução das emissões de metano e carbono negro na atmosfera seria uma forma mais rápida e menos dispendiosa de travar o aquecimento global do que o simples combate às emissões de dióxido de carbono.





Tal medida, segundo o estudo publicado na quinta-feira na revista científica Science, evitaria numerosas mortes precoces devido à poluição do ar.

O metano, um dos principais componentes do gás natural, e o carbono negro, essencialmente fuligem, são responsáveis pela degradação da qualidade do ar e pelo aquecimento global, explicou, citado pela agência AFP, Drew Shindell, climatólogo da NASA e coautor do estudo.

De acordo com mais de uma dezena de peritos, o metano, que contribui para a formação do ozono, e a fuligem são 'culpados', respetivamente, por cerca de 30 e 20 por cento do aumento da temperatura terrestre.

O estudo apresenta 14 medidas para reduzir substancialmente as quantidades de metano e fuligem lançadas na atmosfera pela indústria petrolífera e carboquímica e evitar 700 mil a 4,7 milhões de mortes precoces por ano em todo o mundo.

A instalação de filtros de partículas nos motores a diesel dos carros permitiria diminuir a emissões de fuligem e a ventilação de culturas de arroz na Ásia reduzir a libertação de metano produzido por micro-organismos em contacto com as plantações.

A agricultura beneficiaria com estas medidas, com os rendimentos anuais de certas colheitas a aumentarem de 30 a 135 milhões de toneladas por ano a partir de 2030.

Para os especialistas, os ganhos económicos e de saúde compensariam largamente os custos associados às medidas de redução das emissões de metano e carbono negro.

Com as tecnologias atualmente disponíveis, seria possível, segundo o climatólogo Drew Shindell, diminuir o volume de emissões de metano em 40 por cento.

O modelo informático usado no estudo assinala que o recurso às 14 medidas propostas reduziria o aquecimento global em 0,5 graus em 2050. Nos últimos cem anos, a temperatura média à superfície da Terra aumentou 0,8 graus. Dois terços desse aumento verificou-se desde há 30 anos.

A combinação destas medidas com as de diminuição de dióxido de carbono diminuiria, em média, o aquecimento global em menos de dois graus centígrados durante os próximos 60 anos.

Enquanto o dióxido de carbono, que demora décadas a deixar a atmosfera, gerando uma capa de captura do calor que provoca o aumento da temperatura, o metano e o carbono negro saem da atmosfera mais rapidamente.

Para a investigação, os autores analisaram previamente cerca de duas mil medidas de controlo da contaminação da atmosfera e utilizaram um modelo informático para selecionar as mais eficazes para travar o aquecimento global e melhorar a qualidade do ar.

Posteriormente, escolheram as que maiores benefícios proporcionam e descobriram que metade delas estava relacionada com as emissões de metano e a outra com as de carbono negro.

domingo, 8 de janeiro de 2012

No Brasil, florestas dão lugar a usinas


Mina ilegal localizada na APA do Tapajós, avistada em novembro passado no município de Itaituba, Pará. Foto: © Greenpeace/Marizilda Cruppe

Nem bem começou 2012 e o governo brasileiro já deu mostras de que a bandeira verde, inflada por conta da Rio+20, é mais uma fantasia para gringo ver. A Conferência é o principal tema da agenda ambiental deste ano, e os olhos estão voltados para o país. Mesmo com tal pressão, o Planalto parece não estar se importando muito e começou o ano dando mais motivos para manchar sua imagem aqui dentro e lá fora. A Medida Provisória que reduziu os limites de três Parques Nacionais na Amazônia em agosto passado (MP Nº 542) foi editada e, no novo texto, mais uma quantidade considerável de área de floresta, aproximadamente 75.630 hectares, foi perdida, incluindo a alteração dos limites de quatro outras unidades de conservação.
A MP Nº 558, publicada na edição desta sexta-feira (6) do Diário Oficial da União, dita que o Parque Nacional da Amazônia, que já tinha perdido 28.000 hectares em agosto, passando a 1.089.436 hectares, seja ainda mais reduzido. Ele possui agora 1.070.736 hectares. Os Parques Nacionais dos Campos Amazônicos e Mapinguari, alterados à época, mantiveram as mesmas medidas da última MP.
Já as Florestas Nacionais de Itaituba I e Itaituba II, ambas no Pará, perderam, respectivamente, 7.705,34 e 28.453,35 hectares. A Floresta Nacional do Crepori, no mesmo estado, perdeu uma área aproximada de 856,12 hectares. Da Área de Proteção Ambiental do Tapajós, localizada nos municípios de Itaituba, Jacareacanga, Trairão e Novo Progresso, também no Pará, foram retirados mais 19.915,88 hectares.
A retirada dessas novas áreas de floresta teve como motores principais a atividade mineradora e a facilitação às obras das Hidrelétricas de Tabajara, São Luiz do Tapajós e Jatobá, que fazem parte do projeto do complexo do rio Tapajós. A parcela retirada dessas unidades de conservação será possivelmente inundada pelos lagos das usinas ou devastada pela construção dos canteiros de obras. De acordo com o texto da MP, as áreas que, eventualmente, não forem atingidas pela cota de inundação serão reintegradas às unidades das quais foram removidas. Mas a prioridade, não tenha dúvida, são as usinas.

Fonte:

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

29 de Dezembro - Dia internacional da biodiversidade



A biodiversidade é o termo utilizado para definir a variabilidade de organismos vivos, flora, fauna, fungos macroscópicos e microorganismos, abrangendo a diversidade de genes e de populações de uma espécie, a diversidade de espécies, a diversidade de interações entre espécies e a diversidade de ecossistemas.

Mais claramente falando, diversidade biológica, ou biodiversidade, refere-se à variedade de vida no planeta Terra, incluindo a variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna e de microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; e a variedade de comunidades, habitats e ecossistemas formados pelos organismos.

Os fatores que ameaçam a biodiversidade são a caça predatória e ilegal, a derrubada de florestas, as queimadas, a destruição dos ecossistemas para loteamento e a poluição de rios. Outro problema grave que ameaça a fauna e a flora brasileira é a chamada biopirataria, a saída ilegal de material genético ou subprodutos de plantas e animais para pesquisas sobre novos medicamentos e cosméticos no exterior sem o pagamento de patentes.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

E na lista dos desejos para o próximo ano...


O ano não acaba bem para o meio ambiente no Brasil. Só nos últimos meses, tivemos dois acidentes relacionados à exploração de petróleo em áreas oceânicas. Entre eles, o recente acontecido na Baía de Campos, norte do Rio de Janeiro, causado pela petroleira americana Chevron.
Maior que o impacto, grande, foi a falta da governança brasileira em atuar em situações de emergência. Na ocasião do vazamento faltou transparência, faltou verdade, estrutura, fiscalização e ações de comando e controle para garantir a preservação da nossa biodiversidade e a integridade do nosso mar.
O delegado da Polícia Federal Fabio Scliar foi pró-ativo. Lançou hoje uma nota afirmando claramente que “atuaram (representantes da empresa) aqui de maneira leviana e irresponsável”.
A empresa merece o banco dos réus. Mas, não o ocupa sozinha. Compartilha-o com o próprio governo brasileiro. A ANP não regulou, o IBAMA não fiscalizou, a Marinha não tinha estrutura suficiente para operar em casos de acidente off-shore e a Defesa Civil sequer apareceu na cena do crime.
Com uma estrutura dessas não dá para pensar em explorar o tal “bilhete premiado” do pré-sal, que desse jeito pode nos trazer mais problemas do que solução.
Minha lista dos desejos para o próximo ano? Que o governo brasileiro não se esqueça que o Brasil não deve seguir o exemplo dos países desenvolvidos, mas sim dar o exemplo, de como se desenvolver de forma limpa e segura. O nosso futuro é renovável. Investir nosso dinheiro na exploração do pré-sal é investir no passado.
* Leandra Gonçalves é bióloga da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace no Brasil.

Fonte:

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Eólica salva pátria em leilão de energia


Leilão A-5 termina com número expressivo de projetos de geração de energia pelos ventos, deixando para trás hidrelétricas e térmicas a gás.

Às vésperas do encerramento de 2011, ano bom para as renováveis - vide o resultado do leilão de energia do governo de agosto, com 78 usinas eólicas vendidas a bom preço, o último leilão do ano, chamado A-5, também terminou com os ventos soprando no estrelato. Apesar de ter foco nas fontes térmica e hidrelética, faltou oferta da primeira e licenciamento ambiental para a segunda.

Os leilões são o momento em que entram em disputa os projetos de geração da energia que o brasileiro irá consumir nos anos seguintes. No caso do A-5, como o nome indica, são aqueles a serem construídos e colocados em operação até 2016.

A intenção inicial do governo era de cadastrar ao menos dez projetos, mas restrições ambientais envolvendo hidrelétricas e a falta de disponibilidade de gás natural pela Petrobrás premiaram as eólicas, que venderam 1.076,5 MW dos 1.211,5 MW totais do leilão. O restante ficou nas mãos de duas térmicas à biomassa e apenas uma hidrelétrica – a São Roque, no Rio Canoas (SC).

“O resultado do leilão ressalta mais uma vez a competitividade econômica e o poder crescente da energia eólica no atual cenário elétrico brasileiro”, diz Ricardo Baitelo, da Campanha de Energia do Greenpeace. “Não bastasse isto, a fonte salvou a pátria do leilão, destinado a fontes hidrelétrica e térmica, por não depender da disponibilidade de combustíveis para sua geração, ou causar impactos ambientais, como boa parte das hidrelétricas”, conclui.

O preço médio do leilão ficou em R$ 102,18/MWh, com a energia hidrelétrica vendida a R$ 91,20/MWh e a eólica, a R$ 105,02/MWh, valor mais alto do que a média do último leilão. A fonte continua como segunda mais barata dentre todas as opções. “A leve subida do preço também é positiva, pois garante melhor remuneração e, consequentemente, melhores condições de viabilização e sustentação para estes projetos”, garante Baitelo.

Somada toda a energia contratada por leilões em 2011, eólica foi a fonte que mais contribuiu, com mais de 3 mil MW entre os leilões de agosto e o de agora.


Fonte:

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

14 de Dezembro - Dia do engenheiro de pesca



É o setor da engenharia voltado para o cultivo, a captura e a industrialização de organismos aquáticos. O engenheiro de pesca estuda e aplica métodos e tecnologias para localizar, capturar, beneficiar e conservar peixes, crustáceos e frutos do mar. Suas atividades básicas são o planejamento e o gerenciamento das atividades pesqueiras voltadas para a industrialização e para a comercialização do pescado. Em aquicultura, atua na criação e na reprodução de peixes, crustáceos e moluscos em cativeiro. Dimensiona e implanta fazendas aquáticas em lagos, rios, barragens e no oceano. Pesquisa o beneficiamento e a conservação dos animais e acompanha sua industrialização e distribuição no mercado consumidor. Instala e mantém motores e equipamentos mecanizados usados em operações de pesca, beneficiamento e processamento.

sábado, 10 de dezembro de 2011

10 de Dezembro - Dia da declaração universal dos direitos humanos



A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada pela Organização das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 (A/RES/217). Esboçada principalmente por John Peters Humphrey, do Canadá, mas também com a ajuda de várias pessoas de todo o mundo - Estados Unidos, França, China, Líbano entre outros, delineia os direitos humanos básicos.
Abalados pela barbárie recente e com o intuito de construir um mundo sob novos alicerces ideológicos, os dirigentes das nações que emergiram como potências no período pós-guerra, liderados por URSS e Estados Unidos estabeleceram na Conferência de Yalta, na Ucrânia, em 1945, as bases de uma futura "paz" definindo áreas de influência das potências e acertado a criação de uma Organização multilateral que promova negociações sobre conflitos internacionais, objetivando evitar guerras e promover a paz e a democracia e fortaleça os Direitos Humanos.
Embora não seja um documento que representa obrigatoriedade legal, serviu como base para os dois tratados sobre direitos humanos da ONU, de força legal, o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos, e o Pacto Internacional sobre os Direitos Económicos, Sociais e Culturais. Continua a ser amplamente citado por acadêmicos, advogados e cortes constitucionais. Especialistas em direito internacional discutem com frequência quais de seus artigos representam o direito internacional usual.
A Assembleia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Direitos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universal e efetiva, tanto entre os povos dos próprios Estados-Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.
Segundo o Guinness Book of World Records, a Declaração Universal dos Direitos Humanos é o documento traduzido no maior número de línguas (337 em 2008). Em Maio de 2009, o sítio oficial da Declaração Universal dos Direitos Humanos dava conta da existência de 360 traduções disponíveis.

10 de Dezembro - Dia internacional dos povos indígenas



O dia internacional do índio foi instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas) no ano de 1995, através de decreto que indicou o dia 09 de agosto para a referida data.

As reuniões iniciaram-se em Genebra, onde grupos indígenas se reuniam buscando garantir suas condições de vida, seus direitos humanos, que eram marginalizados. O movimento causou atitude de reflexão sobre tais condições subumanas que os mesmos viviam, além do direito a terra e ao resgate de sua cultura. Outros pontos importantes discutidos no evento foram: os impactos sofridos pelos aborígines; a promoção da manutenção de sua cultura pelo mundo, patrimônio cultural e histórico que deve ser preservado por suas riquezas, por sua sabedoria milenar, por suas contribuições para a diversidade das civilizações, tendo se tornado riquezas da humanidade.

Com o passar dos anos, através da reunião, foi instituída a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas .

A Comissão dos Direitos Humanos também atuou no projeto, a fim de garantir tais direitos.

Porém, a iniciativa ainda é pequena diante de tantos anos de extorsão, discriminação, preconceito e descaso a que a etnia indígena sofreu e suporta até os dias de hoje, mesmo estando protegidos pelo documento, que aparece em quarenta e seis artigos que abordam sobre seus direitos e dignidade.

O Brasil também participou do movimento, pois líderes indígenas se envolveram com os debates, impondo suas necessidades, exigindo o respeito às suas culturas, às distintas línguas, à preservação de seus costumes, da sua forma de ver o mundo. Porém, as primeiras manifestações no Brasil surgiram a partir de um grupo de futebol indígena, o União das Nações Indígenas, mostrando que já estavam politizados.

Cansados de ter sua cultura dominada pela cultura do homem branco, o Gerente do Memorial dos Povos Indígenas e membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da Cátedra Indígena Internacional, Marcos Terena, deixa seu recado sobre o assunto: “situações de dominação devem despertar nossa revolta e nossa indignação e mais do que nunca nós, como parte do movimento indígena, devemos relembrar as conquistas indígenas e, a cada 09 de Agosto, jamais permitir que o homem branco continue falando por nós, tomando nossas ideias e mantendo uma postura de "grande pai". Esse tempo já acabou, mas compete a nós indígenas, fomentar, divulgar e fiscalizar essas ações racistas e preconceituosas.”

Não importa a região em que se encontram, o país, o estado ou a cidade, nem tampouco as tribos às quais pertencem. Os índios merecem respeito e dignidade.

Sabe-se que assim como outras etnias, devem ser considerados em seus valores, em seus costumes, em seus saberes e cultura. Diante disso, protegê-los contra a dominação de homens de outras progênies, contra a destruição dos seus meios naturais de sobrevivência, contra a falta de política que garantam sua educação, saúde e bem-estar é uma obrigação de todos, segundo a última Constituição do Brasil. Cumpra-se!

domingo, 20 de novembro de 2011

Argentinos protestam contra Angra 3


Argentinos protestam contra financiamento alemão para Angra 3

No dia 16 de novembro ativistas do Greenpeace em Buenos Aires estenderam um banner em frente à sede da Embaixada da Alemanha na Argentina com os dizeres: “Alemania: no financies energía nuclear en Brasil”.
A atividade faz parte do calendário de lutas contra a contradição que é a concessão da garantia Hermes pelo governo alemão, que recentemente anunciou o fim de seu programa nuclear para geração de energia elétrica. Essa garantia é fiadora do investimento liderado por bancos franceses para a construção de Angra 3.
Com essa garantia em vigor os bancos franceses BNP Paribas e Societe Generale continuam sendo financiadoras desta empreitada de alto risco. Caso a garantia seja cancelada o governo brasileiro teria que arcar com 100% do valor da obra com dinheiro público.
Na Argentina a luta antinuclear também ganhou fôlego recentemente com a intenção da Presidente Cristina Kirchner em reviver o projeto nuclear em seu país.
Leia mais sobre a atividade em Buenos Aires.

Fonte

Mande seu recado para a Chevron

A transparência pedida pelos Ciberativistas a Chevron, para que venha à público prestar esclarecimentos, sobre a real dimensão do acidente e os seus planos de segurança gerou mais polêmica nas redes sociais.

Após vários pedidos via twitter e facebook, a empresa resolveu apagar literalmente da sua frente as mensagens e continuou respondendo com press releases de 2 dias átras, e pior, sem responder as perguntas enviadas.



Não vamos desistir! Continuem enviando e acompanhando as mensagens sobre o vazamento na bacia de Campos.

Fonte

Pesquisa